quinta-feira, 11 de setembro de 2014

A DELÍCIA DA ESCRITA...

 A DELÍCIA
DA ESCRITA
É TUDO
O QUE ME ENCANTA
E INDICIA
NESTE MUNDO

I

É a escita
Tudo o que me resta
Como palitivo,
Como incentivo
para continuar a viver
Como muito prazer.


II
Não valho
Para cada filho
Que tenho,
Nem tão pouco
Do sonho
Que acalento
Desde a minha
Juventude
Em ajudar a minha
Família
E a minha
Sociedade.

III

Em casa,
O meu mutismo,
O silêncio,
O monólogo,
Constituem
O cenário
Constante
E permanente.

IV

Não tenho ninguém
A quem
Dialogar
Pois, estou abandonado pelos meus filhos, Estes, desdenham-me, odeiam-me, detestam-me.
Às vezes estou em casa  e apenas limito-me a desenhar, ler escrever ou a dormir. Nada me apetece fazer e assim, torno-me num preguiçoso! Ninguém me telefona, ninguém se lembra que ainda estou a existir, a viver ou  melhor dizendo, a sobreviver,
A alegria de viver dissipo-se completamente, pois, já não consigo viver a incentivar e a ajudar a alguém a viver,
Em todos os papeis e em todas as folhas, escrevo coisas incríveis, porque eu sei que à partida, ninguém lê ou vê que eu escrevo ou desenho. No entanto, eu sei que Deus ainda está comigo enquanto estou ou estiver a respirar.

CATUJAL, 21 DE FEVEREIRO DE 2014.

     KANKAMBAL MATTOS (NDO)