I
O mundo
Habitado
Por um ser conturbado
Que vive cada dia sisudo
Canta em cada canto
Para ter o encanto
Do nascimento
Bastante remoto.
II
O som
Do bumbolom,
Emite um recado
Que traz dom
Dum parente,
Dum amigo
Não distante
E logo,
As mulheres
Cingem os seus panos,
Vêm já preparadas
Para os cantos
Funestos
E tristes.
III
No Prior Velho,
Vive um homem
Velho,
Mas ainda novo,
Ainda jovem,
Ainda muito activo,
Com muito vigor
E muito amor
Para irradiar ao seu redor,
Tentando suprimir a dor
E o suor
Dos que labutam com ardor
Como um manjaco.
IV
A dor
Que trago
No meu peito,
No meu âmago,
É transmitida
Pelo aquilo que pinto,
Pelo aquilo que escrevo
Diariamente.
Por concluir
PRIOR VELHO, 04 DE AGOSTO DE 2011.
MATTOS ( NDO )
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