I
Se de lá
Houver
A paz,
Me folgo
Em sabê-lo
E fico
Em sossego.
II
Foi um rude
Golpe
Aquele
Que me deste
Há quatro anos.
III
O destino
Não quis
Que o menino
Continuasse
Na nossa companhia.
IV
Oh! Como
É tão
Doloroso
Trazer
A memória
Esse dia
Tão trágico
Para os teus irmãos,
Para mim
E para toda a família
Em geral.
V
Aqui
Estou sentado
Na areia
Da praia
De Carcavelos,
Recordando
Todo
O mal
Que Deus me infligiu,
Todo o mal
Que nos infligiu!
VI
"Coloca",
A alma invoca
O que alguém peca
Nesta toca
Que nos enforca,
Nos mata com a faca
Ou com a bazuca!
VII
Chorei-te
Desesperadamente,
Pois, estavas sendo consciente
Da tua responsabilidade iminente
Perante
Cada parente,
Perto ou distante!
VIII
Meu Deus,
Omnipotente,
Já previamente
Tinha planeado
E traçado
A sua morte!
Eu estava inocente
E impotente
Para fazer fosse
O que fosse
Para que não partisses
E nos abandonasses!
IX
Eu,
Que era todo teu,
Não podia fazer
Nada
Para evitar
A tua partida,
E assim, viver
E nos encantar
Com teu
Sorriso
Bondoso.
X
Eu sei que a morte
Está presente
Em cada instante,
Em toda parte,
Levando o passaporte
A cada transeunte
E ninguém discute
A ordem imanente,
Proveniente
Do Pai Celeste!
XI
"Coloca"
Seguiste
Os passos
Falsos
Da minha saudosa,
Bondosa,
"Este"
E nos deixaste
De rastos,
Com lágrimas
Presentes nos rostos,
Isto é,sem almas!
Oh! Como a sua morte,
A todos, nos choca !
PRAIA DE CARCAVELOS(SEXTA!), 09 DE AGOSTO DE 2011-
MATTOS (NDO)
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