I
Desempregado,
Sou obrigado
A aprentar-me quinzenalmente
Na Junta de freguesia
Da minha área de residência!
Como é humilhante!
II
Hoje,
Bem perto
Do meu apartamento,
Rege
A história
Daquele que já não tem alegria,
Daquele que só a tristeza
No seu seio
Extravasa,
Isto é, o seu meio,
o aprisiona,
O condena!
III
Nada me resta,
Senão a vergonha,
O diz que diz
Da forma como está infeliz!
A degeneração do filho de Nhanha,
Que cada um evita
O seu encontro,
Porque está no espectro!
IV
O professor
Do amor,
Tem a dor;
O educador
Que espalha o fedor
Ao redor,
Porque mais nada
Tem para dar,
Porque na sua caminhada,
Em nada
Mais pode ajudar,
Nem
A ninguém,
Porque já nada
Tem.
V
A educação
Conduz a podridão,
A degeneração,
Senão
A evaporação
Definitiva desse cidadão,
Agora sem nenhum tostão!
VI
Em vez de ajudar os seus,
São os seus
Que neste momento o ajudam,
Õ auxiliam,
E, Consequentemente,
Evitam a sua morte
Iminente!
VII
Os meus bolsos
Estão actualmente
Rotos!
Os cêntimos,
São presentemente
Escassos
E eu, o educador,
Com a dor,
Não não vejo mais outros rumos!
PRIOR VELHO, 19 DE SETEMBRO DE 2011.
MATTOS ( NDO )
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