I
QUEM ESTÁ EM PRIMEIRO LUGAR?
OS HOMENS OU Deus?
Quem está mais perto de nós?
O vizinho ou o familiar distante?
A quem podemos dar a prioridade?
II
São tantas
As perguntas
Repletas
Na minha cabeça,
Que fico cada vez mais confuso
Quando penso
Na existencia humana,
Esquecendo, muitas das vezes,
A existencia
Divina,
Transformo-me num grande ateu,
Um grande agnóstico.
III
o ano civil
Que está a findar,
Um outro
Que está a começar,
Um hábil
Ou um inábil
Está numa difícil
Situação,
Tanto no domínio emocional,
Financeiro ou profissional.
IV
As tristezas
Povoam o meu dia-a -dia!
As defesas
São escasas
Para quem não tem asas
Para fugir delas e sentir alegria!
V
o ano que hoje finda,
Enfernizou a minha vida!
Nada
Posso fazer,
Posso dizer
Que me valesse a pena viver,
A não ser alegrias
Espontaneas
Do nascimento do meu netinho
E do juramento da bandeira
Do meu filhinho.
No entanto,
Não posso lamentar tanto,
Pois, a Providencia
Ainda garantiu a minha existencia,
A minha saúde.
Gozando a paternidade
E a familiaridade
Dos que estão à minha volta,
Dos que não me deixam tombar,
Dos que não me deixam quedar,
Como por exemplo,
O Helénio
Ou a Kelcy/Ruth!
VII
Sem sono,
Procuro a palavra
Para serenar o meu animo,
Para adubar a minha mente
Já debilitada pelas tristzas
Que acompanharam a minha vida,
Pois, não tenho a palavra amiga,
Não tenho uma mão a cariciar-me,
Não tenho um braço
A abraçar-me,
Um peito a afugentar-me
O frio,
Um beijo
Rijo
A me fazer
Ver
Que ainda vale a pena viver!
PV CITY, 31 DE DEZEMBRO DE 2011.
MATTOS (NDO)
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