quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O QUE ME RESTA/ DESTA/ TERRA/ MADRASTA/?

I As palavras para pronunciar, As situações para presenciar, A tudo, renuncio E abraço O sacrifício Com esforço, Porque nunca fui do ócio, Mesmo quando sinto um vazio No meu próprio Meio! II “Bantumbi”(1), Ainda não percebi As razões por que nunca mais subi!!! III Eu não me interrogo, Porque não sigo Normalmente como os outros. Será que só oiço Os vossos berros, E não oiço A vossa voz, Senão à sorte atroz Que me está condenando Diante de todo O mundo? !!! IV Diante dos meus subordinados, Estou a ser crucificado, Porque todos Estão informados Do meu atual estado: Um autêntico farrapo Neste real, concreto E exato Tempo. V Seguir-se-ão Os meus próprios filhos!!! Porventura, deixarão De ouvir os meus conselhos, Porque mais nada valho, Porque já não tenho trabalho, Já não tenho emprego E, consequentemente, nem um amigo! VI Neste momento, O que devo fazer Para merecer, (Sobretudo) Pelo menos, respeito??!! LISBOA, 01 DE JULHO DE 2001. MATTOS (NDO)

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