sexta-feira, 16 de novembro de 2012

FILHO DE BOLAMA/NA LAMA/

I Tomara Voltar À minha terra, Para tornar A ser feliz! II A felicidade Que escapa Dia Após dia, Pois, vejo O meu filho Em cada trilho Que para mim, é um nojo. III Recusou Estudar, Recusou Trabalhar E só quer Dormir, Só quer curtir Com todas As moças, De todas As raças. IV E eu vou definhando, Eu vou sofrendo, Com esta desgraça, Com as suas acções E deambulações, Porque já não dorme Nem come Em casa. V De vez Em quando, Aparece Com um amigo Ou com uma amiga! VI Eu só quero Minar, Eu só quero Desaparecer, Para não assistir A pouca vergonha Do meu filho, Eu, filho De Nhanha, Com música Bem alta Em casa, Contra à minha Própria vontade! VII Eu, sem dinheiro, Sofro Porque só a mulher Contribui para o sustento, Para o pão de cada dia. VIII A minha mulher deu-me 40 euros para fazer às compras da casa, sobretudo, para comprar carne no Mercado de Benfica. Onde é que ela conseguiu esse dinheiro?! Eu não sei, só sei que descobri uma tranasfeência no valor de cem euros provenientes de um senhor chamado José Pedro. IX Eu, filho de Bolama, Estou na lama, Estou no lodo, Estou no pântano, E tudo isso, Me tira o sono, Pois, é um fracasso! X Agora, Só conto com o que vem D,outrem: Da mulher, Do Helénio, (enteado em Bissau) E do subsídio Das minhas duas filhas, No valor de cinquenta e três euros. XI Eu já não tenho mais nada! Eu já não posso contar Com o vinte e três De cada mês, Mas, com o dezasseis De cada mês, O subsídio Das minhas filhas, Pago pela Segiurança Social. PV CITRY(5ª FEIRA, 19H30), 15 DE NOVEMBRO DE 2012. MATTOS (NDO) Eu, filho de Bolama

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