domingo, 2 de dezembro de 2012
ALFAMA/NA ALMA
I
Não importa a origem
Do homem,
Da mulher,
De qualquer
Ser
Para sentir o prazer ,
O cheiro da comida,
Do fado
No bairro
De Alfama,
No coração
Lisboa.
II
A esse condimento
Do conjunto,
Acrescenta-se
A brisa do Tejo.
III
Turistas
De várias
Proveniências,
Afunilam-se
Aí pra provar
O saboroso prato
De bacalhau
E deliciarem-se
Com o inconfundível
Fado,
Cantado
Por Amália ,
Por Carlos do Carmo,
Por Mariza
E tantos outros.
IV
O desempregado
Mata a fome
Com uma sopa,
Uma fatia de pizza
E um copo de água.
V
O deleite
Da mente,
Recebe o convite
Na Rua de Artilharia(?).
VI
O artista,
O poeta
Foge da rotina
Do Prior Velho
E vem dar de beber
A sua atrofiada
Mente
De tanta
"Porcaria"
Da condição humana
Que aí se verifica
E se assiste
Dia
A dia.
VII
Em Lisboa,
Passeei por toda
A baixa,
Andei,
Percorri
Quase toda
A Avenida
Almirante Reis
E por fim,
Apanhei
O metro para a Gare de Oriente.
ALFAMA(LISBOA, 3ª FEIRA, 16HOO), 27 DE NOVEMBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
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