domingo, 2 de dezembro de 2012

SEM EMPREGO/APROVEITO/ O TEMPO/ PARA ADUBAR A MENTE/ E O MEU CORPO/.

I Deus Plantou-me Na terra Pela sua vontade! II E na Terra, Estou enrolando, Como uma bola, Sem uma estrela Que a ilumina, Que a ensina O caminho A seguir. III O tempo Será, Doravante, Daqui em diante, O meu mestre, Para evitar A minha loucura Como uma criatura Perante a frustração, Perante A condenação Que actualmente Estou sujeito Neste mundo. IV O tempo De ponderação, O tempo De meditação, O tempo De moderação Em cada decisão No que diz respeito À minha família, Aos meus filhos Principalmente. V O tempo De continuar Com os meus desenhos, Com a minha escrita, Sobretudo a poesia; O tempo da caminhada Em cada Manhã, Eu, o filho de Nha Nhanha. VI O tempo De esquecer Que sou um homerm triste, Abandonado por todos; O tempo De saber Que sou um homem Que não Tem Amigos; O tempo De esquecer um pouco A minha solidão Como cidadão. VII A minha alegria Em cada dia, Consiste na poesia Que me dá energia Para ultrapassar a apatia, A melancolia E encontrar a via De algo que irradia Na minha fisionomia, Mais potência Para a vivência Diária. VIII O tempo Da minha infância, O tempo Da minha adolescência, Esquecendo a minha juventude E a minha decrepitude. IX O tempo De desemprego, É o tempo De tornar fértil A minha mente, O tempo De tornar o meu corpo Hostil A qualquer enfermidade Da sociedade E hábil Para enfrentar qualquer dificuldade. X O tempo Do corpo Robusto e limpo De impurezas, O tempo Da mente Brilhante e cheia de proezas, No mundo inquietante Em que o nascente Se tonou(e torna)decadente, Dando lugar ao poente Sempre presente No meu semblante Sempre triste, Porque o meu filho está(sempre )ausente Em cada noite. XI O tempo De me preocupar um pouco comigo próprio: Com os meus dentes, o meu corpo, Através do exercício físico, Caminhadas todos os dias´ No Prior Velho, Sempre que me fo9r possível. XII O tempo Que tenho E que ninguém Tem Para mim: O meu filho E a minha mulher! XIII O tempo Que tenho Para o meu sonho Comprometido, Porque sou um homem desempregado Há bastante tempo! XIV O tempo Que não me dá tempo Para concretizar o meu grande sonho: Ensinar E aprender Com os outros XV O tempo Que tenho E não tenho, Porque o meu emprego Tirou-me o tempo De voar Com os pés bem assentes na terra. XVI O tempo De desemprego Que me deixa Em dessassogo(?), Na insónia, Na preguiça, Que muitas das vezes Me lança Para a cama, Para a lama, Esse filho de Bolama, Mas, no entanto, não desanima. PV. CITY( 4ª FEIRA), 28 DE NOVEMBRO DE 2012. MATTOS(NDO)

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