quinta-feira, 18 de outubro de 2012

AS SOBRAS DA SOCIEDADE

I A sociedade É a dinâmica da vida. Produz Como o próprio ser humano. Nascemos, Crescemos, Trabalhamos, Desenvolvemos, Envelhecemos E morremos. II A sociedade Deve Garantir A Passagem plena E integral Ds fases De cada um dos seus cidadãos. III É "domage", Como dizem os franceses, Crescer numa sociedade livre E democrática, Num estado de direito, Sem a mínima garantia De realização pessoal e profissional! IV Os jovens Estão frustrados Logo que atinjam a maioridade. Estudam, "Esfolam-se" A estudar, Para mais tarde Virem ocupar um lugar Na sociedade, Contribuindo para o seu desnvolvimento. Mas o que lhes acontece depois do estudo? Não encontram o emprego no seu ramo de formação e muitas das vezes, noutros em que não estão habilitados. E que alternativa encontram? Que solução ou soluções? Talvez a emigração (ou a perdição, o caminho mais fácil para a solução da frustração). Mas a emigração tem os seus prós e contras.Nunca se sabe o que podemos encontrar, se não enveredarmos por aquilo que se diz:" Quem não arrisca, não petisca" Mas emigrar como, aonde? Sem meios financeiros para custear as viagens, as deslocações e a sobrevivência lá do desconhecido, logo à partida, o caminho está banido, barrado. Não saimos por dificuldades económicas e financeiras. São sobras da sociedade, vivendo nas sombras: as crianças, os velhos reformados, os deficientes, os doentes,os encarecerados,os desempregados! V O desemprego É o flagelo Que tira ao amigo O abrigo, O consolo, O sossego Em pleno Sono. VI O desemprego, É o prego Que se espeta no estômago, Contribuindo para o perigo Do maior estrago Da própria sociedade Ou da própria personalidade(individualidade). VII O desemprego, É a sensação Da inércia, Da impotência Perante a invasão Do inimigo À Nação. VIII O desemprego Impede que assumamos Na íntegra o nosso encargo, Porque o desemprego É um ambargo Do(nosso) umbigo, E que, veementemente, repugnámos. IX O desemprego, É a dor De cada pecador, De cada trabalhador, Se se é filho de lavrador Ou de qualquer servidor, Se se tem pudor Ao (nosso) redor. X O desemprego Dói; O desemprego Mói O nosso interior; O desemprego Destrói O nosso amor; O desemprego Rói O que temos de melhor. XI O desemprego É uma vergonha De quem sonha Escalar tamanha Montanha, De quem desdenha "Ronha". XII O desemprego, Destrói amores Em todos os lugares, Em todos os mares, Em todos os lares; É o estrago Dos laços familiares, Em todos os patamares. XIII O desemprego, São as sobras, As sombras, E as quebras Do próprio Estado. PV CITY(5ª FEIRA- 12H30), 18 DE OUTUBRO DE 2012. MATTOS (NDO)

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