sábado, 31 de dezembro de 2011

O SENHOR É UM AMOR

I

QUEM ESTÁ EM PRIMEIRO LUGAR?
OS HOMENS OU Deus?
Quem está mais perto de nós?
O vizinho ou o familiar distante?
A quem podemos dar a prioridade?


II

São tantas
As perguntas
Repletas
Na minha cabeça,
Que fico cada vez mais confuso
Quando penso
Na existencia humana,
Esquecendo, muitas das vezes,
A existencia
Divina,
Transformo-me num grande ateu,
Um grande agnóstico.

III

o ano civil
Que está a findar,
Um outro
Que está a começar,
Um hábil
Ou um inábil
Está numa difícil
Situação,
Tanto no domínio emocional,
Financeiro ou profissional.

IV

As tristezas
Povoam o meu dia-a -dia!
As defesas
São escasas
Para quem não tem asas
Para fugir delas e sentir alegria!

V

o ano que hoje finda,
Enfernizou a minha vida!
Nada
Posso fazer,
Posso dizer
Que me valesse a pena viver,
A não ser alegrias
Espontaneas
Do nascimento do meu netinho
E do juramento da bandeira
Do meu filhinho.

No entanto,
Não posso lamentar tanto,
Pois, a Providencia
Ainda garantiu a minha existencia,
A minha saúde.
Gozando a paternidade
E a familiaridade
Dos que estão à minha volta,
Dos que não me deixam tombar,
Dos que não me deixam quedar,
Como por exemplo,
O Helénio
Ou a Kelcy/Ruth!

VII

Sem sono,
Procuro a palavra
Para serenar o meu animo,
Para adubar a minha mente
Já debilitada pelas tristzas
Que acompanharam a minha vida,
Pois, não tenho a palavra amiga,
Não tenho uma mão a cariciar-me,
Não tenho um braço
A abraçar-me,
Um peito a afugentar-me
O frio,
Um beijo
Rijo
A me fazer
Ver
Que ainda vale a pena viver!

PV CITY, 31 DE DEZEMBRO DE 2011.

MATTOS (NDO)

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

UMA MESA CHEIA/,NENHUMA PONTA/ESTAVA VAZIA!/A MESA ESTAVA REPLETA/

I
A alegria
Espontânea,
Instantânea
No seio da hipocrisia,
Vivemos momentos
Divertidos,
Fantásticos,
Onde estiveram os nossos familiares,
Filhos,primos,,netos, sobrinhos, amigos, conhecidos
E indesejados.

II

A festa do baptizado
Da Helma e do Helénio Júnior,
Nossos netos,
Filhos do Helénio Herédia e da Maku(Aissatú )Mané.

III

Foi uma festa íntima,
Animada,
Familiar
Bastante alegre,
Onde pudemos partilhar alguns momentos
De diversão para esquecermos
A crise que está assolando o nosso país,
Portugal.

IV

Na festa
Estiveram presentes
Os nossos filhos Lually,Lucy,Khally (Khalifane), Kelcy e Ruth;
Os nossos netos: Didier, Helma, Kelvin e O o júnior;
Os irmãos da Natty: Ciro,Paula Nunes e o seu marido Jean da Costa;Sobrinhos da Natty: Marinho e a sua segunda mulher Nany e a filha, Edu e a sua mulher Murrida e a filha,Buka;
madrinha da Natty, Conceição Correia; o marido da Lucy, Heraldo e o pai Benjamim;a namorada do Lually, Nixinha; a namorada do Khally, Vivy( e a outra a Andreia)); a filha do Ciro, a Paula;as amigas da Nixinha, Cristina e a irmã da Makú; a amiga da Makú, a Rosy;o meu sobrinho, Arlindo Ferreira(Escada);os nossos amigos: Ana Maria Pereira, Augusta Lopes, o Lobo, o Joaquim Bassangui, Kuka,Murrida a filha Dalila e o namorado da filha, os primos do Helénio: Revy, o Jacob e a mulher e outras pessoas amigas da Makú que não conheço e, por fim, os convcidados indesejados, os vândalos do bairro, os amigos do meu filho Khally.

A festa terminou precisamente quando estes indivíduos entraram em casa. Quando me apercebi da sua estada, imediatamente parei a música e liguei o televisor. Fui logo ter com a Paula Nunes, perguntando-lhe se já queria ir para a sua casa a fim de a levar com o marido, a nora, o marido e a Vivy.
Levei-os e assim terminou a festa. Aliás, os indesejados, apercebendo-se também que eram pessoas não gratas, indesejadas, retiram-se logo antes de eu sair para levar a Paula e a sua comitiva.
A festa que gerou polémica entre a sogra a nora, pois, esta última não queria o baptizado dos filhos. Foi pressionada pelo marido que se encontra em Bissau e contra a sua própria vontade, acedeu amuada. Gastou-se um mar de dinheiro que podia servir para muita coisa!

PV CITY, 25 DE DEZEMBRO DE 2O11.

MATTOS (NDO)

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A APRESENTAÇÃO, A GRANDE HUMILHAÇÃO!

I
Desempregado,
Sou obrigado
A aprentar-me quinzenalmente
Na Junta de freguesia
Da minha área de residência!
Como é humilhante!
II

Hoje,
Bem perto
Do meu apartamento,
Rege
A história
Daquele que já não tem alegria,
Daquele que só a tristeza
No seu seio
Extravasa,
Isto é, o seu meio,
o aprisiona,
O condena!

III

Nada me resta,
Senão a vergonha,
O diz que diz
Da forma como está infeliz!
A degeneração do filho de Nhanha,
Que cada um evita
O seu encontro,
Porque está no espectro!

IV

O professor
Do amor,
Tem a dor;
O educador
Que espalha o fedor
Ao redor,
Porque mais nada
Tem para dar,
Porque na sua caminhada,
Em nada
Mais pode ajudar,
Nem
A ninguém,
Porque já nada
Tem.

V

A educação
Conduz a podridão,
A degeneração,
Senão
A evaporação
Definitiva desse cidadão,
Agora sem nenhum tostão!

VI

Em vez de ajudar os seus,
São os seus
Que neste momento o ajudam,
Õ auxiliam,
E, Consequentemente,
Evitam a sua morte
Iminente!

VII

Os meus bolsos
Estão actualmente
Rotos!
Os cêntimos,
São presentemente
Escassos
E eu, o educador,
Com a dor,
Não não vejo mais outros rumos!

PRIOR VELHO, 19 DE SETEMBRO DE 2011.

MATTOS ( NDO )

GICONDA/ É MUITO LINDA

I
Vários adjectivos
Para descrever
E caracterizar esta senhora:
- Linda;
- Bonita;
- Formosa;
- Charmosa;
Espêndida; etc.

II

Descrevê-la
Por palavras,
É muito arriscado,
Pois, poderemos
Cair no frívolo,
No dolo,
No caricato,
E sermos
Apelidados
De plagiadores
Ou plagiários.

III
Assumo
A responsabilidade,
Todas as consequências
Pelo plágio,
Quase que uma ofensa,
Ao tentar desenhar
Giconda,
Mona Lisa!
Tõa linda,
Tão formosa,
Para não dizer,
Tão misteriosa
Ao observar,
Ao ver
A sua cara
Como uma grande senhora,
O seu semblante,
O seu rosto
Tão perfeito,
Um mito
De cada mente
A empolgar,
A fitar
Um ser
Qualquer !

IV

É esta uma
Forma
De expressar
Os meus sentimentos,
Exteriorizar
Os meus pensaentos
Através da arte:
Esvaziar
A menha mente.

VI

No dia
Em que decidia
Cortar a barba
Branca,
O cabelo branco,
Substituidos
Por uma barba de um imerbe,
O cabelo e a barba pintados
A preto, para agradar os que suave
E duramente
Me crticaram,
Por aqueles que me adoram,
Ponho a arte,
A minha paixão,
O fervor
Do meu coração,
À exposição.


VII

Hoje, bem cedo, acordei - me por voltas das quatro horas da madrugada e fui devorar, falar com a natureza, um outro inetrlocutor meu neste momento.
Nesse devaneio, vierarm bastantes ideias geniais, como por exemplo, um título ," A EXPLOSÃO DO MEU CORAÇÃO"; "A CAMA AMOLECE O MEU CORPO, ENTOPE A MINHA ALMA, DEGENERA A MINHA MENTE"...
Por que tanta degeneração/ desse cidadão/, um emigrante/ que sente/a pulsação/ do sangue que circula pelas veias?!
Livrei-me da barba branca, do cabelo branco, pois, cortei o cabelo no barbeiro chamado Justin, no Centro Comercial de Sacavém, pagando 7 euros (mais 1 euro de gorjeta).
Esta é a verdadeira história deste homem, que neste momento vive miseravelmente aqui em Lisboa, melhor dizendo, nas portas de Lisboa.
O João Baticã Ferreira( João Albino) despediu-se de nós definitivamente! Um grande humanista que durante a sua vida, só soube zelar pelas pessoas, fazer o bem aos seus semelhantes! Deus chamou-o perto de si , porque precisa dele mais do que nós aqui na terra(10/09/2011!

PRIOR VELHO, 11 DE SETEMBRO DE 2011

MATTOS ( NDO )

sábado, 3 de setembro de 2011

LEVANTA-TE E CAMINHA-TE

I

Sob o sol ardente,
O vivente
Parte
para lugar distante,
Confiante
Na sua sorte.

II

No dia
Em que todos
Se rodopiam ,
O soldado da paz
Procura o ambiente
Em que todos
Estão confortados
Nos seus afazeres.

PV CITY, 03 DE SETEMBRO DE 2011.

MATTOS (NDO)

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

NDO/ NO LODO/ DO MUNDO


I

Enquanto
Viver
como sujeito
Neste Planeta,
É com prazer
Que vivo o que me encanta
Mesmo vivendo
No lodo
Deste mundo.

II

Lamento
O estado
Em que me encontro
Actualmente
Neste Globo.
Mas, antes,prefiro
Assim
Do que noutra parte
Com outra tribo.

III

O suor
Do amor
Dos que me estão ao redor,
Dá-me mais vigor
Para o labor
De cada dia
Com a alegria.

IV

Vou viver
Mesmo na miséria,
Com a alegria
De um ser
Que a Providência
Quis
Que em vivesse
Assim infeliz
Neste país
De crise!!!


PV CITY, 17 DE JULHO DE 2011

MATTOS ( NDO )

HAJA A PAZ/ MEU RAPAZ

I

Se de lá
Houver
A paz,
Me folgo
Em sabê-lo
E fico
Em sossego.

II

Foi um rude
Golpe
Aquele
Que me deste
Há quatro anos.

III

O destino
Não quis
Que o menino
Continuasse
Na nossa companhia.

IV

Oh! Como
É tão
Doloroso
Trazer
A memória
Esse dia
Tão trágico
Para os teus irmãos,
Para mim
E para toda a família
Em geral.

V

Aqui
Estou sentado
Na areia
Da praia
De Carcavelos,
Recordando
Todo
O mal
Que Deus me infligiu,
Todo o mal
Que nos infligiu!

VI

"Coloca",
A alma invoca
O que alguém peca
Nesta toca
Que nos enforca,
Nos mata com a faca
Ou com a bazuca!

VII

Chorei-te
Desesperadamente,
Pois, estavas sendo consciente
Da tua responsabilidade iminente
Perante
Cada parente,
Perto ou distante!

VIII

Meu Deus,
Omnipotente,
Já previamente
Tinha planeado
E traçado
A sua morte!
Eu estava inocente
E impotente
Para fazer fosse
O que fosse
Para que não partisses
E nos abandonasses!

IX

Eu,
Que era todo teu,
Não podia fazer
Nada
Para evitar
A tua partida,
E assim, viver
E nos encantar
Com teu
Sorriso
Bondoso.

X

Eu sei que a morte
Está presente
Em cada instante,
Em toda parte,
Levando o passaporte
A cada transeunte
E ninguém discute
A ordem imanente,
Proveniente
Do Pai Celeste!

XI

"Coloca"
Seguiste
Os passos
Falsos
Da minha saudosa,
Bondosa,
"Este"
E nos deixaste
De rastos,
Com lágrimas
Presentes nos rostos,
Isto é,sem almas!
Oh! Como a sua morte,
A todos, nos choca !

PRAIA DE CARCAVELOS(SEXTA!), 09 DE AGOSTO DE 2011-

MATTOS (NDO)

LIMPO/SEM NENHUM TRAPO/NO CORPO

I

É a contagem
Do tempo
Que dá a roupagem
Nesta passagem
Efémera~
Na terra
Onde cada criatura
Mora.

II

Feio
Como veio
No princípio
De tudo,
Isto é, no início,
Do seu mundo.

III

Cada um de nós
Anda
na sua estrada
Segundo
A que sua foz
O impôs.

IV

Como brilhante,
O seu semblante
Difunde
O que pode
Onde
Reside.
Por concluir)

PV CITY(4ª), 31 DE AGOSTO DE 2011.

MATTOS ( NDO )

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

CANTO O MEU DESAENCANTO

I
O mundo
Habitado
Por um ser conturbado
Que vive cada dia sisudo
Canta em cada canto
Para ter o encanto
Do nascimento
Bastante remoto.

II

O som
Do bumbolom,
Emite um recado
Que traz dom
Dum parente,
Dum amigo
Não distante
E logo,
As mulheres
Cingem os seus panos,
Vêm já preparadas
Para os cantos
Funestos
E tristes.

III
No Prior Velho,
Vive um homem
Velho,
Mas ainda novo,
Ainda jovem,
Ainda muito activo,
Com muito vigor
E muito amor
Para irradiar ao seu redor,
Tentando suprimir a dor
E o suor
Dos que labutam com ardor
Como um manjaco.

IV

A dor
Que trago
No meu peito,
No meu âmago,
É transmitida
Pelo aquilo que pinto,
Pelo aquilo que escrevo
Diariamente.

Por concluir

PRIOR VELHO, 04 DE AGOSTO DE 2011.

MATTOS ( NDO )

C

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

AMOR VERSUS ÓDIO

I

Escondido
Num mundo
Do lodo
Desconhecido,
O sr. Ndo
Trava uma batalha
Bastante dura,
O que lhe tritura
A malha.

II

O Mundo
Que conhecia,
Afastaram-no da sua convivência;
Ignoraram a sua existência,
A sua importância,
Pondo-
-o de lado.

III
Até os próprios familiares,
Afastaram-no dos seus lares,
E assim, perdeu todos os pares,
Porque não tem mais bons ares
Em todos os lugares.

IV

Dias e noites
Tão tristes,
Caminha em partes
Onde é ignorado
Pelos seus semelhantes,
Sobretudo
Pelos seus próprios parentes
Que, no fundo
Do seu coração,
Com chama
Amava e ainda ama.

V

Amava e ama,
Teima
No mesmo amor
E afasta todo o sentimento
De aversão e ódio,
Porque desde o seu nascimento
Foi sempre ensinado a amar,
A não subestimar
Seja quem
For,
Seja mulher, homem,
Ou criança
Na sua morança,
Cada qual a sua sentença.

VI

Ao longo
da vida
Na minha caminhada,
Desde Quínara,
Empada,
Pelundo,
Canchungo,
Bissau,
Bolama,
Catió,
Dakar,
Lisboa,
Évora,
Montemor-O-Novo,
Prior Velho,
Mercês,
Em Sintra,
Alcácer do Sal,
Covilhã,
Aprendi a respeitar
Os sentimentos
De cada um,
A não ferir a susceptibilidade
De cada um
E sempre amar,
Chamar
sempre de perto
Para o meu peito,
Mesmo que o ódio
Seja o lema
De cada um
E suplantá-lo
Pelo carinho,
Afecto,
Substitui-lo
Pelo amor.

VII

É assim
Levo
A vida,
Mesmo sabendo que me odeiam,
Que me detestam,
Que me repugnam
Pelo que sou,
Pela minha humildade,
Pela minha solidariedade,
Pelo meu humanismo.

VIII

A minha sina,
Não sei se é humana
Ou divina
No que a vida me ensina.
No entanto, há sempre algo que emana
Da parte interna
Ou externa
Que diariamente me encarna.

IX

Aqui sentado
Na poltrona,
Vou escrevendo
Tudo
O que me vem à tona
E, duma forma tranquila e serena,
Vou destrinçando
A maldade
Da bondade
Deste mundo.

X

Sem família,
Sem filho,
Sem filha,
Sinto a folia
De continuar a trabalhar,
Seguir no trilho
Da verdade,
Da sinceridade,
Da honestidade,
Da Justiça,
Porque tenho
A esperança
E o sonho
De um mundo melhor,
Com a paz,
Amor
Naquilo que o homem faz.

PRIOR VELHO, 03 DE AGOSTO DE 2011
MATTOS( NDO )

sexta-feira, 22 de julho de 2011

ADEUS, ESPAN!

I
Mais cedo,
Ou mais tarde,
Estimado ou odiado,
O sr. Ndo, Com celeridade
É afastado,
É corrido
Deste sítio,
Deste convívio,
Porque simplemente
É contratado
Porque desta casa,
Não faz parte,
Porque uma pessoa intrusa,
Estranha,
Que o Ministério
De vez em quando
Apanha.

II

As amizades
Criadas,
Verdes,
Cimentadas
Ao longo de dois anos,
São desfeitas,
Deixando
Assim, bons alunos,
Educados
E estimados !

III
Chegou o Verão,
Já não serão
Necessários
Os contratados,
Pois, os efectivos
Farão
Mais sacrifícios
Os executivos
Sob o olhar atento do Ministério
E,assim,
Serão recompensados !

IV

Para o próximo ano lectvo,
O Conselho Executivo,
Chutou
O que não prestou
E o mandou
A passear,
Melhor dito, bronzear!

V

Hoje, Arrumei tudo:
O dossiê
De materiais colocado
No armário do grupo;
Organizei o o P.IA
Do oitavo G;
Fui à secretaria
Pedir o nº do processo do Pedro Lopes
E recolhi os meus recibos
Com quinhentos
E cinquenta Euros
Cada mês!!!


VI

Apeteceu-me reflectir
E escrever
Na altura
Do ir
Embora,
Sobre o que tenho agora
A fazer,
Para não perecer,
Devido Tanta
Coisa
Na minha massa
Cinzenta !

VII
Dos colegas
Me despedi
E apenas
Lhes pedi
Que não me esquecessem
Mesmo que estivessem
Bem distantes
Noutras partes.

VIII

Ao Filipe Neves,
À Patrícia Soares,
À Noémia,
À Ana Paula,
À Manuela,
Ao José Romão
E a todos,
Os amigos
Que adquiri nesta escola,
Os meus sinceros
E verdadeiros
Agradecimentos
Do fundo do coração,
Pelas ajudas e contributos
Que me deram
E prestaram!

IX

Parto
Com uma mmissão
Cumprida
Desta escola,
E com a consciência tranquila
Do dever do cidadão
Em cada momento!

X

A vida
Ensinou-me a partir
Como um"nómada"
Quando esscaseia alimento
E ir,
À demanda
De algo útil para o sustento,
Algo que garanta a sobrevivência
Em qualquer circunstância,
Pois, sempre defendi
E aprendi
A sobreviver,
A remar,
" Parar,
É morrer" !!!

ESCOLA SECUNDÁRIA/3 PADRE ALBERTO NETO, 22 DE JULHO DE 2011.

QUELUZ(6ª-FEIRA, 19H4O MINUTOS) MATTOS ( NDO )

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Como o pobre/ sofre/

I
Farrapo
Pelo tempo
Pelo sol do campo,
Com o corpo
Sempre a cavar,
Sempre a pagar,
Sempre a levar
No Focinho,
Pelo que até hoje
Ainda Não tenho
Nem uma única lage!

II

O pobre,
Que alguém sempre fere;
Pelo que sofre
Dia
Após dia,
Entrando sempre em agonia,
Porque a letargia
É a psicologia
Que resolve a monotonia
Daquele que já não tem alegria,
Porque a harmonia
Do seu ser,
Deixou de ser
No seu viver!

III

Só dele se lembram,
Quando as coisas se vibram,
Quando as coisas se aquecem,
No momento que as coisas se mexem,
E dele se tecem.

IV

Nos confins
Da paciência,
A nossa consciência
Cívica
E patriótica,
Aceita as austeridades
Do novo governo português,
Se se realmente queremos
Sair da nossa pequenêz,
Com os cortes
Nos subsídios de Natal.

V

Os pobres
Que até são nobres
Por nascimento,
Normalmente padecem de sofrimento
Pelo facto
De não serem
Livres
De sonharem
Com um tecto,
De terem
Alimento
Em determinado momento...!

VI

Há um autor,
Que não é um impostor,
Que sonha com um motor
Que não precisa de um condutor,
Mas apenas impressionar um leitor
Como um cantor
Que inflama o seu público
Quando está imponente
E vibrante
No palco.

VII

Um soldado,
Um comando,
Chamado Fernando,
Simplesmente Ferreira,
Neto de Quínara,
Terra
Onde o pai nascera,
Depois de jurar a bandeira
No passado
Mês de Março,
Fez um pequeno esforço
A fim de tirar um curso
De comando
Em Junho,
O seu grande sonho,
A família em peso!

VIII

Do seu "fanado",
Já o "Bambarran" brilhantou
E fez um grande show,
O Fernando
Fez-se comando,
Deixando
"Ndo"
Todo
"Babado"

IX

Coragem,
Detrminação,
Fidelidade,
Patriotismo,
Obediência,
Eis os paradigmas
Que orientam um bom comando,
Servindo
À sua sociedade
E a toda a comunidade.

X

Que a Providência
Lhe dê
A saúde,
A consciência
E a ciência
Para bem servir a sua pátria,
Meu querido António
No seu grande desígnio !


ESPAN, 01 DE JULHO DE 2011.

MATTOS ( NDO )

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A criança/ A esperança/que nos lança



I

A criança
É a força
Que nos lança
Para um mundo cheio de esperança,
Pujança
E segurança
Para aquilo que nos atiça.

II

Se ao nosso redor,
Atenuarmos a dor,
Semearmos a flor,
Semeramos a amor,
Teremos o vigor
No nosso futuro,
Isto é, atingiremos o esplendor,
O tesouro
Que todos aspiramos,
Que todos
Ambicionamos!

III

A criança
É uma criatura
Cheia de desenvoltura,
Uma autêntica doçura
Que nos adoça,
Que nos delicia
Pela sua inocência,
Pelo seu ser,
Pelo seu carácter.

IV

Amemo-la,
Porque ela
É bela,
Singela;
Não pode ser algo frívolo
E sem zelo,
Porque é o eixo
E o reflexo
Da sociedade
Que construímos,
A humanidade
Que arquitectámos
Na nossa acção diária;
O protótipo
Do campo
Que construímos.

V

Estimemo-la,
Eduquemo-la,
Protegemo-la
Com carícia
E perícia,
Para que a sociedade
De amanhã
Seja uma sociedade
Justa,
Fraterna,
Solidária,
Igualitária
E humana,
Que cada um de nós, sonha.

ESPAN, 25 DE MAIO DE 2011.

O QUE SE DESTACA/ EM ÁFRICA

I

Oh África!
Por que de boca
Em boca
Alguém te evoca?
Umas vezes
Te elogia,
Outras vezes,
Te provoca!
É a tua magia
Que muitas das vezes,
Pela curiosidade,
Ou pela maldade,
Alguém te disseca
Mesmo que nada dizesses?

II

Eu, o teu filho
Com muito orgulho,
Mesmo sem brilho
Do teu conselho,
Ou de algum velho,
Sinto a tua força
Como a da onça
Apressado pela presa,
Por esta brisa
Que me encobre
Da desgraça
De alguém que muito sofre!
III
Tu, a feiticeira
Que nos salva
Da maldade
Da curandeira
Da selva,
És o tronco
Daquele flanco
Que não deixa o "manjaco"
Em nenhum buraco
Por aqui na terra
Do branco.

IV

Tu,
Hoje,
E eu, bem longe
Dos que me muito me amam,
Dos que muito me estimam,
Daqueles que estão sempre a lisonjear-te,
Queria homenegear-te
Por este dia
De alegria
Construido pelos grandes homens
Daquelas paragens,
Como Amilcar Cabral,
Sékou Turé,
Leopoldo Sedar senghor,
Nasser,
Patrício Lumbumba,
AgostinhO Neto,
Kwame N,krhuma,
Samora Moisés Machel,
Marcelino dos Santos,
E tantos outros valentes
E combatentes
Da liberdade e da independência
Do nosso continente
Que és tu,
Minha África!

V


Àqueles corajosos
Homens anónimos
Que heroicamente
Tombaram
E deram
O seu próprio sangue,
A sua própria vida,
Para que hoje
Em África
Se respire
O ar de liberdade
Em diversos
Pontos
Recônditos
E ermos,
Àqueles que heroicamente
Proporcionaram
Para que,
Tu,
Minha África,
Sejas entregue
Aos seus destimidos
E legítimos
Filhos,
Honrados
Pelos gatilhos
que premiram
Para que,
Mais ninguém Te troque,
Pelo facto de seres muito rica!

VI

A todos
Os teus filhos
Espalhados
Por este mundo
Fora,
Há-de chegar a hora
Do seu regresso
Ao seu berço,
À sua casa,
Sem pressa,
Seja por atalhos!
Pelo que a minha prece
Seja ouvida
Por esta banda,
Neste momento da grande crise,
Pelo Nosso Senhor
Criador.

VII

A África,
Evoca
O regresso
À casa,
À toca,
O nosso
Paraíso!
À "tabanca"


ESPAN, 25 DE MAIO DE 2011.

MATTOS ( NDO )

terça-feira, 24 de maio de 2011

O APEGO/ AO MEU ARQUIPÉLAGO

I

Resista!
Não desapareça
Face às intempéries
Naturais
E das espécies
Nacionais e internacionais.

II

O teu desmaio
No mês de Maio,
Não significa a tua morte
Desta parte,
Mas sim o teu sinal
De vitalidade
Da mortalidade
De todo o mal.

III

No tempo
Colonial,
Eras o campo,
O ninho,
Dos terroristas,
O esconderijo e o caminho
Dos anarquistas.

IV

Hoje,
O tempo urge
Que sejas a ponte,
A fonte
Da paz e da união
Dessa Nação Sem a noção
Da responsabilidade
Da felicidade,
Que era o objectivo
Dos amigos
Do meu povo
E dos Arquipélagos
Dos Bijagós.

V

Oh! Minha Bolama!
Que chama
Pode demolir a alma
Que todos os dias teima
No mesmo tema?!

VI

Destronado
Do seu trono,
O menino
"NDO"
Luta pela sobrevivência
Para encontrar e sentir
A essência
Do seu provir.

VII
A terra
Que me chama,
A minha Quínara,
A minha Bolama,
A minha infância,
A delícia
Do tempo da ignorância,
O tempo da inocência
De toda a involvência
De um ser
Que apenas quer
Viver!

VIII

Oh" Que saudades
Da minha leviandades,
Das minhas brincadeiras
Costumeiras!
Eu era o menino de ouro,
O tesouro
Do daquele touro,
Que em manjaco,
Se diz"upatar"

ESPAM, 24DE maio de 2011.

MATTOS (NDO )