terça-feira, 11 de dezembro de 2012
SE O TEU AMOR /FOR/ UMA FLOR./...
I
Nas rédeas
E redes
Sociais,
abundam
crónicas
De opiniões.
Cada qual
Expressa a sua opinião,
A sua ideia,
Os seus sentimentos
E emoções.
II
Se o teu amor
For
Uma flor,
Difunde-o ao teu redor,
Não deixes que a dor
Apodere de alguém, em particular
E de todos, em geral.
III
Estando-nos na época
Natalícia,
Quero, por este meio,
Endereçar a todos
As minhas saudações fraternais
E saolidárias
A todos os que se encontram
Em momentos críticos,
Nomeadamente aos que estão
Doentes, presos ou desempregados!
Que tenham
A fé e coragem de enfrentar
Cada dia com mais optimismo,
Realismo
E pragmatismo
E não derrotismo.
IV
O teu amor
Alivia
A dor
Daqueles que soferem,
Daqueles que nada têm,
Daqueles que não sabem
O que é a alegria,
Daqueles que não têm
Pão,
Daqueles que sofrem
A opressão
E repressão
De toda a espécie,
Nesta nossa superfície
Terra!
V
OH! Se o teu amor,
É como o tambor
De "Utiacor"
Emite o som
Do teu dom
Para cada pecador,
Para que diminua o horror,
O terror
E faça o seu clamor,
Com mais vigor
Ao nascer e ao pôr
De cada sol.
VI
Estou sentado,
Escrevendo
O que estou vendo,
Vindo
De cada lado
Do nosso Mundo
Conturbado
E eclipsando!
VII
Levanto-me
E grito
Bem alto,
Em em nome
De Cristo,
Nosso Salvador,
O amor
Para cada menino,
para cada ser humano,
Sobretudo aquele que tem o pranto,
Daquele que tem medo do seu opressor;
Para que reine em todo
O mundo,
A paz,
A solidadriedade,
A justiça,
A liberdade,
A fraternidade,
A concórdia,
A harmonia
Entre todos os povos do mundo!
VIII
Se o amor
Existir
No teu coração,
Não deixe fugir
A benção,
E faça a flor
Desabrochar
Em cada lar
E sarar
As feridas
Tidas
Em várias vidas...
PV CITY(TERÇA FEIRA, 10HO25 MINUTOS), 11 DE DEZEMBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
domingo, 2 de dezembro de 2012
UM MANJACO/AGNÓSTICO !
Agnóstico,
O manjaco
Tem de pouco
Enquanto ainda não for louco!
II
Acredito
Num Deus misericordioso,
Bondoso,
Aquele que nos tira do fosso
E nos mostra o caminho
Do sonho,
Mesmo caminhando sozinho!
IV
Mesmo na crise,
Erga a face,
Levante a cabeça,
Tenha confiança
E esperança
Como uma criança!
V
Não deixemos que o desânimo
Tome conta de nós
E façamos com que se ouiça a nossa voz!
Cada um encha-se de si mesmo
Do optimismo
Que alimentou o Cristianismo
E todos aqueles que o seguiram
Desde os seus primórdios,
Acreditando piamente nos seus princípios.
VI
"Desânimo
Para quê,
Se já estamos desanimados,
Condenados ?",
Como dizia o Padre
Valentim,
Da Paróquia de São Pedro,
No Prior Velho.
VII
Mas é a pura
Verdade verdsadeira,
Este manjaco
É agnóstico.
Não tem muita fé,
Mas acredita no num Deus Criador
Do Céu
E da Terra.
VIII
Mas a razão principal
Do seu agnosticismo
Consiste naquilo
Que diariamente vê
E assiste.
Na hipocrisia que muitas pessoas
Que são assúais na Igreja,
Mas que não amam,
Não sabem o que é o amor ao próximo.
X
Tudo isso,
O deixa muito revoltado
E às vezes recusa
Ir à missa,
Pois, não quer ser equiparado
Com estas pessoas.
XI
Hoje,
O manjaco
Agnóstico
Foi à missa,
Porque está muito
Preocupado com a situação
Do seu querido filho,
Que quer everedar
Por outros camiinhos
Menos correctos,
Condenados pela sociedade.
XII
Fui fazer uma prece,
Pedindo a Deus que o ilumine
E o mostre o caminho de Jesus
Cristo:
O da verdade,
Da justiça,
Da honra
E do amor ao próximo
PV. CITY(DO), 02 DE DEZEMBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
SEM EMPREGO/APROVEITO/ O TEMPO/ PARA ADUBAR A MENTE/ E O MEU CORPO/.
I
Deus
Plantou-me
Na terra
Pela sua vontade!
II
E na Terra,
Estou enrolando,
Como uma bola,
Sem uma estrela
Que a ilumina,
Que a ensina
O caminho
A seguir.
III
O tempo
Será,
Doravante,
Daqui em diante,
O meu mestre,
Para evitar
A minha loucura
Como uma criatura
Perante a frustração,
Perante
A condenação
Que actualmente
Estou sujeito
Neste mundo.
IV
O tempo
De ponderação,
O tempo
De meditação,
O tempo
De moderação
Em cada decisão
No que diz respeito
À minha família,
Aos meus filhos
Principalmente.
V
O tempo
De continuar
Com os meus desenhos,
Com a minha escrita,
Sobretudo a poesia;
O tempo da caminhada
Em cada
Manhã,
Eu, o filho de Nha
Nhanha.
VI
O tempo
De esquecer
Que sou um homerm triste,
Abandonado por todos;
O tempo
De saber
Que sou um homem
Que não
Tem
Amigos;
O tempo
De esquecer um pouco
A minha solidão
Como cidadão.
VII
A minha alegria
Em cada dia,
Consiste na poesia
Que me dá energia
Para ultrapassar a apatia,
A melancolia
E encontrar a via
De algo que irradia
Na minha fisionomia,
Mais potência
Para a vivência
Diária.
VIII
O tempo
Da minha infância,
O tempo
Da minha adolescência,
Esquecendo a minha juventude
E a minha decrepitude.
IX
O tempo
De desemprego,
É o tempo
De tornar fértil
A minha mente,
O tempo
De tornar o meu corpo
Hostil
A qualquer enfermidade
Da sociedade
E hábil
Para enfrentar qualquer dificuldade.
X
O tempo
Do corpo
Robusto e limpo
De impurezas,
O tempo
Da mente
Brilhante
e cheia de proezas,
No mundo inquietante
Em que o nascente
Se tonou(e torna)decadente,
Dando lugar ao poente
Sempre presente
No meu semblante
Sempre triste,
Porque o meu filho está(sempre )ausente
Em cada noite.
XI
O tempo
De me preocupar um pouco
comigo próprio:
Com os meus dentes, o meu corpo,
Através do exercício físico,
Caminhadas todos os dias´
No Prior Velho,
Sempre que me fo9r possível.
XII
O tempo
Que tenho
E que ninguém
Tem
Para mim:
O meu filho
E a minha mulher!
XIII
O tempo
Que tenho
Para o meu sonho
Comprometido,
Porque sou um homem desempregado
Há bastante tempo!
XIV
O tempo
Que não me dá tempo
Para concretizar o meu grande sonho:
Ensinar
E aprender
Com os outros
XV
O tempo
Que tenho
E não tenho,
Porque o meu emprego
Tirou-me o tempo
De voar
Com os pés bem assentes na terra.
XVI
O tempo
De desemprego
Que me deixa
Em dessassogo(?),
Na insónia,
Na preguiça,
Que muitas das vezes
Me lança
Para a cama,
Para a lama,
Esse filho de Bolama,
Mas, no entanto, não desanima.
PV. CITY( 4ª FEIRA), 28 DE NOVEMBRO DE 2012.
MATTOS(NDO)
ALFAMA/NA ALMA
I
Não importa a origem
Do homem,
Da mulher,
De qualquer
Ser
Para sentir o prazer ,
O cheiro da comida,
Do fado
No bairro
De Alfama,
No coração
Lisboa.
II
A esse condimento
Do conjunto,
Acrescenta-se
A brisa do Tejo.
III
Turistas
De várias
Proveniências,
Afunilam-se
Aí pra provar
O saboroso prato
De bacalhau
E deliciarem-se
Com o inconfundível
Fado,
Cantado
Por Amália ,
Por Carlos do Carmo,
Por Mariza
E tantos outros.
IV
O desempregado
Mata a fome
Com uma sopa,
Uma fatia de pizza
E um copo de água.
V
O deleite
Da mente,
Recebe o convite
Na Rua de Artilharia(?).
VI
O artista,
O poeta
Foge da rotina
Do Prior Velho
E vem dar de beber
A sua atrofiada
Mente
De tanta
"Porcaria"
Da condição humana
Que aí se verifica
E se assiste
Dia
A dia.
VII
Em Lisboa,
Passeei por toda
A baixa,
Andei,
Percorri
Quase toda
A Avenida
Almirante Reis
E por fim,
Apanhei
O metro para a Gare de Oriente.
ALFAMA(LISBOA, 3ª FEIRA, 16HOO), 27 DE NOVEMBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
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