domingo, 29 de dezembro de 2013

MATERNIDADE/DRª NACTIVIDADE/


I

A NOSSA CASA,
OU NOUTROS LUGARES
TEM SIDO
UMA AUTÊNTICA MATERNIDADE,
UMA VERDADEIRA CRECHE

II

Ouve-se amiudaddamente
o berrar duma criança recém-nascida,
fraldas de bébes
No quarto, na cama,
No corredor, na cozinha!
O lixo das casas de banho
Estão repletos de dodotes!

III

Esta senhora,
A minha esposa,
Aparenta-se ser uma pessoa caridosa,
Bondosa, humana,
Mas isso não passa por fora,
Pois, por dentro,
É uma autêntica víbora.

III

Na nossa casa,
Já passaram mais de cinco
Mães, incxluindo a minha
Própria filha:
Iama, Macú, Nixinha, uma amiga da Macú, a sua irmã, Aminata!
As músicas que se ouve ,
São os berros dos bébés!

IV

Nós,
Os filhos, o sobrinho e eu próprio,
O marido,
Somos reelegados para o último plano,
Os desgraçados,
Os esquecidos.


V

A sua principal preocupação,
São essas mulheres
E inclusive, o meu filho António,
Foi atirado para o olho da rua
Por causa duma bébé!

VI

A igreja,
Õs santos,
As rezas,
Os "chgoros",
As "manchidas",
Os "cabazes",
Os velórios,
Constituem as maiores preocupações
Desta senhora,
Que se aparenta
A madre Teresa de Calcutá,,
Mas que no fundo,
Não passa duma cobra.


CATUJAL, UNHOS (DOMINGO- 13HORAS E 15 MINUTOS), 29 DE DEZEMBRO DE 2013.

                                                  MATTOS (NDO- KANKAMBAL)

                           

sábado, 28 de dezembro de 2013

ACREDITAR/REZAR E AMAR


I

Todos os momentos
São momentos de crise
Para mim.

II

Às vezes,
Perco a confiança
Em mim
E a esperança
No povir.

III

Repito
Sempre
A frase:
"A vida
Tem
Sido
Madrasta".

III

A alegria
De viver,
Dissipa-se
Com esta crise
Que permanece.
As pessoas
Normais
Com mágoas,
Transformam-se
Em anormais.

IV

Vivo
As hipocrisias
De todos os dias
Na minha casa
Em não atingir nenhum objetivo.

V

Contudo,
Continuo
A acreditar,
Rezar
E a amar
A todos com paixão,
Compreensão
E dedicação.

VI

Há muita gente
Que me contesta,
Me abomina
Não como pessoa humana,
Mas pelo meu comportamento,
Pela minha postura
Que não se modera
Em palavra,
Chamando-me de "pateta",
"Pacóvio"e "cobarde".

VII

No Sobral,
"Kambal"
Com muito sono,
Aguarda o seu turno
(12horas).

SOBRAL DE MONTE AGRAÇO(8H30MINUTOS- 4ª-FEIRA), 16 DE OUTUBRO DE 2013.

                                    MATTOS - NDO- KAMBAL)

O QUE SUPORTO/ NO MEU PEITO

I

Asiim vive 
Um pai
No seu dia-
-A-dia,
Sofrendo 
As agruras 
Do seu filho
Que abraçou 
Outra forma 
E estilo de vida.

II

Que pena 
Aquele que educou 
Os seus filhos 
Com todo o carinho
E muito amor!

III

Eu não vou deixar
De escrever,
Enquanto
O meu peito 
Continuar 
A ferver
E o meu coração 
Sempre em ebulição.

IV

O amor 
Que não triunfou,
O amor
Que não vincou,
O amor
Que não plantou,
A flor
Que o pai regou
E tratou 
Com toda dedicação
E paixão,
Soçobrou,
Falhou...!

V

Mas, mesmo
Assim,
Não se dá por vencido,
Totalmente derrotado,
Porque a vida 
Ainda não chegou o fim.
E assim,
Continua com o mesmo 
Entusiasmo.

VI

Sem remorso
E sem ódio,
Continua a exibir 
O vídeo 
Do sorriso
Patente
No seu semblante
E nunca vai desistir
Até morrer
Com o mesmo querer
Vencer !

VII

O meu filho
Não seguiu 
Os meus conselhos
E enveredou-se 
Por outros caminhos
Diferentes
Daqueles
Que ansiava
Que seguisse.!!!

VIII

O dia começa com as preocupações das minhas filhas e do sobrinho da minha mulher a pedir as transferências para outras escolas em virtude da nossa mudança de residência para Catujal- Unhos- Loures. Do Prior Velho ao Catujal, continuo a ser o mesmo e a preocupar-me com o bem-estar  e felicidade dos demais, apesar de não estar vcom o meu filho, "parvo , deixa o próprio filho e fica a preocupar-se com os filhos dos outros".

PRIOR VELHO(TERTÇA-FEIRA), 15 DE OUTUBRO DE 2013.

                            MATTOS (NDO- KANKAMBAL)

sábado, 12 de janeiro de 2013

ama

O EDUCADOR/, O PROGENITOR/, COM MUITA DOR/ !



I

Todo o ser
Com um carácter,
Quer
Ser
E ter
Algo para fazer.

II

É a minha
Preocupação
Maior,
É a minha
Dor
Como progenitor,
Protector
E educador
Do meu filho,
Que devia
Ser
O meu orgulho,
A minha
Alegria,
A minha
Razaão
De viver
Na (nesta) emigração.

III

Todos
Falam
Com prazer
E satisfação
Do  "meu",
Da "minha" !
Mas, eu
Não !

IV

O sorriso
Desapareceu
Na minha face,
Na meu semblante,
E só
A prece
Urgente
E permanente,
Pode trazer
O prazer
E a alegria
A esta fisionomia
Triste,
De apatia
E monotonia !

V

Que praga
Se abateu
Sobre mim?
Já não chega
Tudo o que já me aconteceu?
Tenho que que continuar a sofrer até
Ao meu fim ?
Até
A minha morte ?

VI

Oh ! Mon Dieu !
Pourquoi
Tout ça
Que je soufle
À chaque jour
De ma vivance(?) ?!
Pardonnez-moi
Mon Dieu !

PV CITY(" A BOLINHA", SÁ, 11H40 MINUTOS ), 12 DE JANEIRO DE 2013.

                                                                                                                       MATTOS (NDO )

A PREGUIÇA/ QUE ME AMEAÇA/


I

O gigante
De grande porte,
Com uma veste
Potente,
Se sente
A ameaça
Da preguiça!

II

A preguiça
Que o lança
Para uma desgraça
Imensa,
Porque já não sai de casa,
E a cama,
Abraça
E ama!

III

Oh! Não!
Esta situação
Quase de depressão !

IV

Um homem
De grande visão,
Um homem
Que tem
Uma ambição
Desmedida
Da vida,
Que o Ministério de Educação
Empurrou
Para a debandada,
O atirou
Para o desemprego
Do tempo longo!

V

O desemprego
Que eu não desejo,
Esta palavra, que a ninguém
Dirijo,
Que eu não rogo
A ninguém,
A nenhum homem,
Porque é algo
Penoso
E doloroso!!!


PV. CITY ( 4ª-FEIRA), 09 DE JANEIRO DE 2013.

                                                                               MATTOS (NDO)