terça-feira, 11 de dezembro de 2012

SE O TEU AMOR /FOR/ UMA FLOR./...

I Nas rédeas E redes Sociais, abundam crónicas De opiniões. Cada qual Expressa a sua opinião, A sua ideia, Os seus sentimentos E emoções. II Se o teu amor For Uma flor, Difunde-o ao teu redor, Não deixes que a dor Apodere de alguém, em particular E de todos, em geral. III Estando-nos na época Natalícia, Quero, por este meio, Endereçar a todos As minhas saudações fraternais E saolidárias A todos os que se encontram Em momentos críticos, Nomeadamente aos que estão Doentes, presos ou desempregados! Que tenham A fé e coragem de enfrentar Cada dia com mais optimismo, Realismo E pragmatismo E não derrotismo. IV O teu amor Alivia A dor Daqueles que soferem, Daqueles que nada têm, Daqueles que não sabem O que é a alegria, Daqueles que não têm Pão, Daqueles que sofrem A opressão E repressão De toda a espécie, Nesta nossa superfície Terra! V OH! Se o teu amor, É como o tambor De "Utiacor" Emite o som Do teu dom Para cada pecador, Para que diminua o horror, O terror E faça o seu clamor, Com mais vigor Ao nascer e ao pôr De cada sol. VI Estou sentado, Escrevendo O que estou vendo, Vindo De cada lado Do nosso Mundo Conturbado E eclipsando! VII Levanto-me E grito Bem alto, Em em nome De Cristo, Nosso Salvador, O amor Para cada menino, para cada ser humano, Sobretudo aquele que tem o pranto, Daquele que tem medo do seu opressor; Para que reine em todo O mundo, A paz, A solidadriedade, A justiça, A liberdade, A fraternidade, A concórdia, A harmonia Entre todos os povos do mundo! VIII Se o amor Existir No teu coração, Não deixe fugir A benção, E faça a flor Desabrochar Em cada lar E sarar As feridas Tidas Em várias vidas... PV CITY(TERÇA FEIRA, 10HO25 MINUTOS), 11 DE DEZEMBRO DE 2012. MATTOS (NDO)

domingo, 2 de dezembro de 2012

UM MANJACO/AGNÓSTICO !

Agnóstico, O manjaco Tem de pouco Enquanto ainda não for louco! II Acredito Num Deus misericordioso, Bondoso, Aquele que nos tira do fosso E nos mostra o caminho Do sonho, Mesmo caminhando sozinho! IV Mesmo na crise, Erga a face, Levante a cabeça, Tenha confiança E esperança Como uma criança! V Não deixemos que o desânimo Tome conta de nós E façamos com que se ouiça a nossa voz! Cada um encha-se de si mesmo Do optimismo Que alimentou o Cristianismo E todos aqueles que o seguiram Desde os seus primórdios, Acreditando piamente nos seus princípios. VI "Desânimo Para quê, Se já estamos desanimados, Condenados ?", Como dizia o Padre Valentim, Da Paróquia de São Pedro, No Prior Velho. VII Mas é a pura Verdade verdsadeira, Este manjaco É agnóstico. Não tem muita fé, Mas acredita no num Deus Criador Do Céu E da Terra. VIII Mas a razão principal Do seu agnosticismo Consiste naquilo Que diariamente vê E assiste. Na hipocrisia que muitas pessoas Que são assúais na Igreja, Mas que não amam, Não sabem o que é o amor ao próximo. X Tudo isso, O deixa muito revoltado E às vezes recusa Ir à missa, Pois, não quer ser equiparado Com estas pessoas. XI Hoje, O manjaco Agnóstico Foi à missa, Porque está muito Preocupado com a situação Do seu querido filho, Que quer everedar Por outros camiinhos Menos correctos, Condenados pela sociedade. XII Fui fazer uma prece, Pedindo a Deus que o ilumine E o mostre o caminho de Jesus Cristo: O da verdade, Da justiça, Da honra E do amor ao próximo PV. CITY(DO), 02 DE DEZEMBRO DE 2012. MATTOS (NDO)

SEM EMPREGO/APROVEITO/ O TEMPO/ PARA ADUBAR A MENTE/ E O MEU CORPO/.

I Deus Plantou-me Na terra Pela sua vontade! II E na Terra, Estou enrolando, Como uma bola, Sem uma estrela Que a ilumina, Que a ensina O caminho A seguir. III O tempo Será, Doravante, Daqui em diante, O meu mestre, Para evitar A minha loucura Como uma criatura Perante a frustração, Perante A condenação Que actualmente Estou sujeito Neste mundo. IV O tempo De ponderação, O tempo De meditação, O tempo De moderação Em cada decisão No que diz respeito À minha família, Aos meus filhos Principalmente. V O tempo De continuar Com os meus desenhos, Com a minha escrita, Sobretudo a poesia; O tempo da caminhada Em cada Manhã, Eu, o filho de Nha Nhanha. VI O tempo De esquecer Que sou um homerm triste, Abandonado por todos; O tempo De saber Que sou um homem Que não Tem Amigos; O tempo De esquecer um pouco A minha solidão Como cidadão. VII A minha alegria Em cada dia, Consiste na poesia Que me dá energia Para ultrapassar a apatia, A melancolia E encontrar a via De algo que irradia Na minha fisionomia, Mais potência Para a vivência Diária. VIII O tempo Da minha infância, O tempo Da minha adolescência, Esquecendo a minha juventude E a minha decrepitude. IX O tempo De desemprego, É o tempo De tornar fértil A minha mente, O tempo De tornar o meu corpo Hostil A qualquer enfermidade Da sociedade E hábil Para enfrentar qualquer dificuldade. X O tempo Do corpo Robusto e limpo De impurezas, O tempo Da mente Brilhante e cheia de proezas, No mundo inquietante Em que o nascente Se tonou(e torna)decadente, Dando lugar ao poente Sempre presente No meu semblante Sempre triste, Porque o meu filho está(sempre )ausente Em cada noite. XI O tempo De me preocupar um pouco comigo próprio: Com os meus dentes, o meu corpo, Através do exercício físico, Caminhadas todos os dias´ No Prior Velho, Sempre que me fo9r possível. XII O tempo Que tenho E que ninguém Tem Para mim: O meu filho E a minha mulher! XIII O tempo Que tenho Para o meu sonho Comprometido, Porque sou um homem desempregado Há bastante tempo! XIV O tempo Que não me dá tempo Para concretizar o meu grande sonho: Ensinar E aprender Com os outros XV O tempo Que tenho E não tenho, Porque o meu emprego Tirou-me o tempo De voar Com os pés bem assentes na terra. XVI O tempo De desemprego Que me deixa Em dessassogo(?), Na insónia, Na preguiça, Que muitas das vezes Me lança Para a cama, Para a lama, Esse filho de Bolama, Mas, no entanto, não desanima. PV. CITY( 4ª FEIRA), 28 DE NOVEMBRO DE 2012. MATTOS(NDO)

ALFAMA/NA ALMA

I Não importa a origem Do homem, Da mulher, De qualquer Ser Para sentir o prazer , O cheiro da comida, Do fado No bairro De Alfama, No coração Lisboa. II A esse condimento Do conjunto, Acrescenta-se A brisa do Tejo. III Turistas De várias Proveniências, Afunilam-se Aí pra provar O saboroso prato De bacalhau E deliciarem-se Com o inconfundível Fado, Cantado Por Amália , Por Carlos do Carmo, Por Mariza E tantos outros. IV O desempregado Mata a fome Com uma sopa, Uma fatia de pizza E um copo de água. V O deleite Da mente, Recebe o convite Na Rua de Artilharia(?). VI O artista, O poeta Foge da rotina Do Prior Velho E vem dar de beber A sua atrofiada Mente De tanta "Porcaria" Da condição humana Que aí se verifica E se assiste Dia A dia. VII Em Lisboa, Passeei por toda A baixa, Andei, Percorri Quase toda A Avenida Almirante Reis E por fim, Apanhei O metro para a Gare de Oriente. ALFAMA(LISBOA, 3ª FEIRA, 16HOO), 27 DE NOVEMBRO DE 2012. MATTOS (NDO)

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

OBRIGADO SENHOR MEU DEUS!

I Eram às 11h45 minutos! Como não quer a coisa, Passei pelo Banco Espírito Santo A fim de consultar o saldo Na conta que dei na Segurança Social! II Coloquei o cartão E digitei o meu pin ou código pessoal! Por desconfiança, digitei o saldo: 1931,00 Euros! Cancelei operação E saí do Banco. Pelo caminho, não fiquei convencido E voltei dse novo ao Banco para consultar O movimento da conta: 1931,00 Euros! Saí e fui directamente para a loja do Cidadão Das Laranjeiras a fim de ir prorrogar a declaração Da minha carta de condução- que pedi em Agosto de 2012. Dali, depois de resolver o problema, fui ao PINGO DOCE Comprei salmão,uma merenda e uma água, por 353,00 Euros. Saí desse PINGO DOCE e Fui para um outro pingo doce,na Portela de Sacavém/Moscavide. Levantei 10,00 Euros para pagar uma despesa de 7,50, na compra de salmão, Leite(uma embalagem e fiambre para as crianças. Regressei ao Prior Velho e comprei um frango por 3,50 Euros. Finalmente, recolhi-me e fui almoçar, que por coincidência, O Helénio , comprou um frango churrasco. III Digo muito obrigado meu Deus, pois, foi um alívio, edu poder começar a pagar as minhas imensas dívidas! Obrigado, obrigado meu Deus! Obrigado, pois já estava a ser humilhado por demais por todos aqueles que me rodeiam, acusando de nada fazer ou contribuir para as despesas de casa, que não faço esforço para nada e mesmo que alguém me queira ajudar( o meu primo Armando Procel) e que é pura mentira, uma invenção dessa pessoa. Obrigado, obrigado meu Deus, Obrigado meu Senhor! PV CITY(SEXTA-FEIRA- 19H00), 23 DE NOVEMBRO DE 2012. MATTOS (NDO)

A ANSIEDADE /DE/ QUEM ESTÁ NA NULIDADE/

I Viver A vida De uma forma parasita, É ter Uma senda Torta E nada Em vista Para viver Com prazer. II É entregar-se Aos outros Em todos os aspectos; É sentir-se Aos desencontros De assuntos Vitais Entre os animais Racionais. III Levantar-se, Todos os dias E nada ter Para fazer, Para contribuir Para o bem dos outros, É tão doloroso Como ter Um único osso Para roer E nada para comer. IV Sinto-me Tão pequenino Como um menino Acabado de nascer! Um espécime A viver Sem nada valer, Nem para ele mesmo, Nem para o seu próximo. V A vida Que estou caminhando É um embuste E tão triste Na medida Em que estou totalmente derrotado, Apesar de não estar vencido. VI Não pude ajudar Os meus filhos a crescer Em termos financeiros E cada qual se enveredou Pelo seu caminho! A mais velha está em Londres A batalhar E a trabalhar Duramente, A fim de se afirmar Como pessoa humana; O mais novo Está aqui em Portugal, Em Lisboa Na vida boa, A curtir com todas as moças, A trocá-las como quem troca as camisas; Nem quer saber da vida; Apenas vai vivendo o dia-a-dia, Sem se preocupar com o dia de amanhã! Tem dinheiro para apanhar táxis para os sítios que vai com as damas. Donde vem o dinheiro? Não sei? Da discoteca?! VII O DIA VINTE E TRÊS , Será Como sempre o fora Outrora?! Será O dia de salvação Para este infeliz cidadão Sem um único tostão? Quando é que a Segurança Social Se lembrará De mim? Estou arrasado, Estou acabado E sem dinheiro Para as minhas filhas E isso Há quase quatro meses! Desde Agosto Que não pego no dinheiro Vivo! PV CITY(6ª FEIRA- 11H20), 23 DE NOVEMBRO DE 2012. MATTOS(NDO)

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

FILHO DE BOLAMA/NA LAMA/

I Tomara Voltar À minha terra, Para tornar A ser feliz! II A felicidade Que escapa Dia Após dia, Pois, vejo O meu filho Em cada trilho Que para mim, é um nojo. III Recusou Estudar, Recusou Trabalhar E só quer Dormir, Só quer curtir Com todas As moças, De todas As raças. IV E eu vou definhando, Eu vou sofrendo, Com esta desgraça, Com as suas acções E deambulações, Porque já não dorme Nem come Em casa. V De vez Em quando, Aparece Com um amigo Ou com uma amiga! VI Eu só quero Minar, Eu só quero Desaparecer, Para não assistir A pouca vergonha Do meu filho, Eu, filho De Nhanha, Com música Bem alta Em casa, Contra à minha Própria vontade! VII Eu, sem dinheiro, Sofro Porque só a mulher Contribui para o sustento, Para o pão de cada dia. VIII A minha mulher deu-me 40 euros para fazer às compras da casa, sobretudo, para comprar carne no Mercado de Benfica. Onde é que ela conseguiu esse dinheiro?! Eu não sei, só sei que descobri uma tranasfeência no valor de cem euros provenientes de um senhor chamado José Pedro. IX Eu, filho de Bolama, Estou na lama, Estou no lodo, Estou no pântano, E tudo isso, Me tira o sono, Pois, é um fracasso! X Agora, Só conto com o que vem D,outrem: Da mulher, Do Helénio, (enteado em Bissau) E do subsídio Das minhas duas filhas, No valor de cinquenta e três euros. XI Eu já não tenho mais nada! Eu já não posso contar Com o vinte e três De cada mês, Mas, com o dezasseis De cada mês, O subsídio Das minhas filhas, Pago pela Segiurança Social. PV CITRY(5ª FEIRA, 19H30), 15 DE NOVEMBRO DE 2012. MATTOS (NDO) Eu, filho de Bolama

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

SUPORTO/TANTO/SOFRIMENTO/NO MEU PEITO/

I As tempestadaes Batem "recordes" Nas suas "promenades" Em determinadas personalidades Semi-abandonmadas, Semi-esquecidas. II As lições Aprendidas Em instituições Públicas Ou privadas, Foram puras E meras "Dicas", Orientações Para cada pessoa Na sua Caminhada Da sua vida. III Cabe A cada um, Pôr na prática O que sabe, O que aprendeu; O dom Que Deus deu A cada um Para fazer face A cada crise Que aparece. IV Os meus dias São umas autênticas Melancolias Aversas às dicotecas! PV CITY(5ªFEIRA- 10H02- RESTAURANTE "CRISTAL DO IMPÉRIO"), 15 DE NOVEMBRO DE 2012. MATTOS (NDO)

terça-feira, 13 de novembro de 2012

REPUDIO/O SUBSÍDIO/ POR SUBSÍDIO/

I Homem Activo Do povo, Tem Repúdio Do subsídio Por subsídilo. II Enquanto Tiver Saúde E força, Quero valer O meu conjunto, O meu colectivo, O meu povo. III O povo É donde vivo, Onde sirvo, Onde levo A vida Regrada, Em cada Dia Como tristeza ou alegria. IV A vida Não devia Ser ingrata, Madrasta Para cada Criatura, Em cada Terra! V Desempregado, Ndo Está quase acabado Neste mundo Tão conturbado E também ignorado. VI O desemprego, É um grande castigo, Um grande estrago Para qualquer amigo. PV. CITY (DO), 11/11/2012. MATTOS (NDO)

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

UM MANJACO/MELANCÓLICO/, SENTADO NUM BANCO/

I Quando os olhos perscrutam Cenas tristes E dolorosas Do dia A dia, O sujeito proprietário, Torna-se solidário. II A solidariedade Pela precaridade Da condição humana, É imperiosa Para cada cidadão Na sua acção Quotidiana. III Distraído, Para não dizer, Absorto Em pensamentos Remotos, O cidadão universal Não foi indeferente Ao que os seus olhos Observam Nas ruas, Onde diariamente Passa. IV Em sacavém, Esse homem Vai e vem Na sua viagem E em cada paragem, Obtém Uma imagem Negativa de quem Nada tem. V Sentado Ou debruçado Num dado Feudo Desconhecido, O transeunte é "bombardeado" Por tudo O que é incómodo, Por tudo O que é horrendo, Vencendo Sempre um corpo debilitado, Um corpo enfraquecido. VI A crise Empurra cada cidadão Para a entorse, Quando nem sequer um grão Lhe aparece À visão, Porque não dorme, Devido a fome. VII No jardim, Sentado num banco, Desprovido quase de nenhum fim, O manjaco Melancólico, Inerte Como um manequim, Sente-se um desnorte, Sente-se impotente No seu semblante. VIII Em quase todas as cidades Do mundo, São patentes as capacidades Dos filhos de Canchungo ou de Pelundo, Demonstrando as suas genialidades O tão profundo, Sobretudo nos seus empenhos e combates Em todas as frentes. IX Às vezes, é preferível Não observar o pormenor Do quão nos apresenta ao redor, Para não se sentir culpável E incapaz Perante o que a visão nos traz Defronte, Em cada instante. PV CITY(2ª- FEIRA, 10H48), 22 DE OUTUBRO DE 2012. MATTOS (NDO)

sábado, 20 de outubro de 2012

FILHO, FUJA DAS GENTES PERFIDAS/, FUJA DAS GENTES FERAS/, DAS GENTES PERDIDIDAS/!

I Não valerá a pena Tão pelejar Pelo tanto que desejar, O que em cada dia alguém/gente te ensina, Como em cada dia se portar, Se assim nos ignora e nos abandona, Mais tarde ou mais cedo Nesta poltrona Que nos tem dado! II O meu filho Ignora Cada palavra, Cada conselho E apenas insiste Na sua mentira, E cada dia mente E esquece O que lhe engrandece, O que lhe padece. III E a vergonha Mata Este filho de Nhanha, De tanta A sua peta Junto dos que o ama, Junto dos que o estima. IV As pequeninas, O que aprenderão Contigo Como irmão, Se se nada as ensinas? Se nenhum exemplo, Em cada dia dás? Se és simplesmente um dolo Entre as tantas fadas?! V Tenho Muita pena Da minha sina, Com a frustração do sonho Que alimentava desde Quínara Até a minha querida Évora, Onde, há 27 anos me formara! V Filho, Sempre me deste muito orgulho, Desde o dia do teu "fanado"(1), Até o dia em que foste comando! Por que agora, O menino se vira E tudo deita(s) fora, O que tanto demonstrara A gente que tanto te admirara?! VI Fuja Das gentes(pessoas) pérfidas! Fuja Das gentes feras! Fuja Das gentes iníquas! Das gentes perdidas! Te corrija Das amêndoas(...!) salutíferas! Te proteja Das águas Benignas, Dadas(abençoadas) pelos mecenas! VII O teu pai, Mais dia, Menos dia, Vai, Cai, Morre, Falece, Desaparece Por tanto que o desobedece, Por tanto que o envergonhe, Por tanto que o desdenhe! VIII Já mais nada Lhe resta, Senão vocês! E se agora nada Te importa, Mais vale ele partir de vez, Pedindo imensas Desculpas, Aos outros filhos!!! PV.CITY(SÁBADO,9H36, 20 DE OUTUBRO DE 2012. MATTOS (NDO)

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

CONDENADO/ À CONTRATADO/


I

Hossana
Nas alturas,
A voz humana
Das crateras,
Suplica
À Meca
E a Roma
No fundo da sua alma,
Que oiça
A força
Da voz
Que vem da foz
Longínqua
Da água...

II

Sou contratado
Idêntico
Aos contratados
Das Roças de São Tomé-
A única diferença
Reside no uso do chicote
Por parte do capataz.

III

O meu patrão,
Aquele que tem o patacão,
Contrata-me quando precisa.
Findo o contrato,
Joga-me para fora,
Dá-me pontapé.

IV

Falta
Quase mês
para ser jogado,
Despedido,
Mandado para às favas
Pelo Ministério de Educação.
Tem sido sempre assim
Todos os anos,
Desde 1990!

V

Sou um simples produto
Do uso,
De conveniência,
Talvez do gozo
Dos magnatas,
Os donos do "cumbu",
o Estado.

Loures( divisão municipal de habitação), 25 de

MEU QUERIDO FILHO, KHALIFANE

I Bom dia/boa tarde, meu querido filho. Levanta-te E põe-te A andar, A caminhar, Acompanhando o raiar Do sol, Em prol Do teu desenvolvimento, Do teu cresecimento, Pessoal, Individual E profissional. II Sê forte E vá em frente, Como o combatente Que sempre foste Desde o teu nascimento, Desde a tua infância Até Ao momento Presente. III Estamos todos Aqui, para te apoiar Moralmente; Estamos todos Aqui, para te ajudar No que nos é possível. IV As batalhas São ganhas, Quando tu trabalhas, Quando tu não atrapalhas E enfrentas Os desafios, Todos os sacrifícios Que a vida te impõe. Ãfinal, foste Comando "A SORTE PROTEGE OS AUDAZES" V Não faças como avestruz... Tire o capuz, Porque existe a luz Mesmono fundo do túnel. A vivi, A Natty, A Nabia, Eu e os outros Estamos contigo! Levanta-te E vai a luta! Não te resignes! VI A verdade Nunca é absoluta. Hoje pode ser verdade, Amanhã mentira. Mas eu, querido filho, Estarei sempre ao teu lado Para te apoiar e te ver Cada vez mais a crescer Como homem E como pessoa humana. VII Com ou sem lágrimas, Estarei esperançoso Do teu sucesso E não quero que teimas Jamais E, aliás, Provaste-me isso, Quando te inscreveste E tiraste O curso Dos comandos. VIII A cama Não resolve Cada problema Que te absorve, Que te preocupa E te culpa Em cada altura, Em cada hora. Sê ciente Em cada instante, Que só tu E só tu E mais ninguém, Pode resolver os teus problemas. De ti, Tudo depende; De ti, Está a solução. O que é preciso, é querer, Pois, como se costuma dizer, "Querer É poder", "Vouloir, C,ést pouvoir", Em francês. PV CITY(5ª-FEIRA- 13H35), 18 DE OUTUBRO DE 2012. MATTOS (NDO)

AS SOBRAS DA SOCIEDADE

I A sociedade É a dinâmica da vida. Produz Como o próprio ser humano. Nascemos, Crescemos, Trabalhamos, Desenvolvemos, Envelhecemos E morremos. II A sociedade Deve Garantir A Passagem plena E integral Ds fases De cada um dos seus cidadãos. III É "domage", Como dizem os franceses, Crescer numa sociedade livre E democrática, Num estado de direito, Sem a mínima garantia De realização pessoal e profissional! IV Os jovens Estão frustrados Logo que atinjam a maioridade. Estudam, "Esfolam-se" A estudar, Para mais tarde Virem ocupar um lugar Na sociedade, Contribuindo para o seu desnvolvimento. Mas o que lhes acontece depois do estudo? Não encontram o emprego no seu ramo de formação e muitas das vezes, noutros em que não estão habilitados. E que alternativa encontram? Que solução ou soluções? Talvez a emigração (ou a perdição, o caminho mais fácil para a solução da frustração). Mas a emigração tem os seus prós e contras.Nunca se sabe o que podemos encontrar, se não enveredarmos por aquilo que se diz:" Quem não arrisca, não petisca" Mas emigrar como, aonde? Sem meios financeiros para custear as viagens, as deslocações e a sobrevivência lá do desconhecido, logo à partida, o caminho está banido, barrado. Não saimos por dificuldades económicas e financeiras. São sobras da sociedade, vivendo nas sombras: as crianças, os velhos reformados, os deficientes, os doentes,os encarecerados,os desempregados! V O desemprego É o flagelo Que tira ao amigo O abrigo, O consolo, O sossego Em pleno Sono. VI O desemprego, É o prego Que se espeta no estômago, Contribuindo para o perigo Do maior estrago Da própria sociedade Ou da própria personalidade(individualidade). VII O desemprego, É a sensação Da inércia, Da impotência Perante a invasão Do inimigo À Nação. VIII O desemprego Impede que assumamos Na íntegra o nosso encargo, Porque o desemprego É um ambargo Do(nosso) umbigo, E que, veementemente, repugnámos. IX O desemprego, É a dor De cada pecador, De cada trabalhador, Se se é filho de lavrador Ou de qualquer servidor, Se se tem pudor Ao (nosso) redor. X O desemprego Dói; O desemprego Mói O nosso interior; O desemprego Destrói O nosso amor; O desemprego Rói O que temos de melhor. XI O desemprego É uma vergonha De quem sonha Escalar tamanha Montanha, De quem desdenha "Ronha". XII O desemprego, Destrói amores Em todos os lugares, Em todos os mares, Em todos os lares; É o estrago Dos laços familiares, Em todos os patamares. XIII O desemprego, São as sobras, As sombras, E as quebras Do próprio Estado. PV CITY(5ª FEIRA- 12H30), 18 DE OUTUBRO DE 2012. MATTOS (NDO)

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O QUE ME RESTA/ DESTA/ TERRA/ MADRASTA/?

I As palavras para pronunciar, As situações para presenciar, A tudo, renuncio E abraço O sacrifício Com esforço, Porque nunca fui do ócio, Mesmo quando sinto um vazio No meu próprio Meio! II “Bantumbi”(1), Ainda não percebi As razões por que nunca mais subi!!! III Eu não me interrogo, Porque não sigo Normalmente como os outros. Será que só oiço Os vossos berros, E não oiço A vossa voz, Senão à sorte atroz Que me está condenando Diante de todo O mundo? !!! IV Diante dos meus subordinados, Estou a ser crucificado, Porque todos Estão informados Do meu atual estado: Um autêntico farrapo Neste real, concreto E exato Tempo. V Seguir-se-ão Os meus próprios filhos!!! Porventura, deixarão De ouvir os meus conselhos, Porque mais nada valho, Porque já não tenho trabalho, Já não tenho emprego E, consequentemente, nem um amigo! VI Neste momento, O que devo fazer Para merecer, (Sobretudo) Pelo menos, respeito??!! LISBOA, 01 DE JULHO DE 2001. MATTOS (NDO)

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

A REALIDADE DURA/FORA/ DA NOSSA /TERRA

I Eu me entrego Ao Centro De emprego, Onde o outro Homem Também Vem. II Directa Ou indirectamente, Todos são desempregados Que perderam O seu posto De trabalho, E agora estão dependentes Das entidades Empregadoras. III No rol Desses, Sob o sol Ardente, Estão os doutores, Engenheiros, Pedreiros, Pintores, Professores, Canalizadores, Arquitectos, Serventes E todos os grupos sociais, Onde eu, pessoalmente, me incluoo. S´ SACAVÉM(terça feira), 04 DE SETEMBRO DE 2012. MATTOS (NDO)

O MEU GRANDE AMOR

I As rugas Antigas Desaparecem com o amor, Porque a dor Atenuou E o destino Que um dia me fintou, Veio em pleno. II Eu escrevo Sobre as linhas Tortas Em todas as manhãs, Sobre todas as pistas E descrevo, Minuciosamente, A vida que levo Diariamente. III Os assuntos Amplamente Abordados, Têm sido frequentemente Sobre o comportamento dos meus filhos, Os conselhos Que lhes dou, Porque não sei quando vou Para outros mundos. IV Estou ciente Da minha fraqueza, Da minha pobreza Nesta parte Do Globo E não me gabo Sobre a minha pessoa Aqui em Lisboa, Porque a vida tem sido A madrasta Ingrata Para o menino Africano Que se chama Simplesmente, "Ndo", Filho de Bolama. V Pela luta Constante Que tenho travado Ao longo dos anos, Cheguei a conclusão, Que nada Tenho feito De jeito, Isto é, em condição Que se adeque a meta Pretendida, Com vista A que a minha gente Se sentisse satisfeita E orgulhosa do papá "Ndo", Mas, no entanto,os seus actos,não foram levianos. VI Aos meus filhos, Que nada deixo Como herança, Senão o lixo De papeis em entulhos Como pensamentos, Senão a esperança Na caminhada De cada Década Percorrida E também a esperança. VII Sentado, Deitado, O sr. "Ndo" Vai reflectindo Sobre o seu percurso Neste mundo, Neste espaço Tão vasto, Que eu sinto Muito Grato Pelo tempo Que a Providência Me tem concedido Como a vivência, Como experiência Da essência Humana Quotidiana. VIII Pé Ante Pé, Peço aos meus filhos, Que tenham a fé Nos seus trilhos, Na senda Que cada Um traçara como meta, E que cada Um se sinta Confiante E vá sempre em frente. IX Nada é dado, Nada é adquirido Sem o mínimo esforço, Empenho E abnegação, Em cada missão, Porque cada fardo, Tem o seu preço. X Não se declinem, Não abandonem Os vossos sonhos, Os vossos projectos, Mesmo que sejam espinhos, Lutem Pelos vossos intentos. PV CITY(2ª, 24 DE SETEMBRO DE 2012. MATTOS (NDO)

O DESPERDÍCIO/DO CONTRATADO VITALÍCIO/

I Eis que o meu coração Suporta tanta aflição, Tanta angústia De cada notícia Vinda do Ministério De Educação: A minha não colocação, Com o início De cada ano lectivo! O martírio, O desperdício Do professor Ainda activo Que causa a sua grande dor, Oh,o contratado vitalício! II OH!Quando será o fim Do meu sofrimento Permanente, Eu, o sujeito, Cujo comportamento Reflecte No meu relacionamento Com toda a gente, Com cada semelhante, Porque pretendia, Em cada dia, Cumprir o objectivo pelo que vim?! III Como sarar A ferida Causada Com o virar De cada tempo No espaço Limpo E escasso? IV O educador Com a dor, Como professor Emissor Do valor Que aprendeu De cor, Desde Utiacor Na terra Do Chão Manjaco, Até a linda cidade De Évora, Onde saboreou tudo um pouco Relativo à universalidade Da Humanidade. V O Manjaco Na terra Do Branco, Que,com afinco Procura O pároco O suco Para o sustento, Para o alimento Da sua família, Tanto cá, Como lá, Que está sempre em vigília E sem folia. VI A terra Madrasta Que, em cada dia me afasta, Que já não me aceita, É responsável Pelo que me sinistra Nesta Terra Que já não é arável. VII Eis a lição Da emigração: A frustração De que não Cumpriu a missão Para com a sua população, Nem tão pouco o pão Para a continuação Da sua geração, Da sua espécie Na superfície. VIII No entanto, Eu exorto A todos os que se encontram Na condição idêntica À minha, De não baixarem Os braços E que façam esforços De serem Fortes, Optimistas e confiantes No dia de amanhã. PV CITY(2ª), 24 DE SETEMBRO DE 2012. MATTOS (NDO)

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

A IRA E A VERGONHA NA NA MINHA TERRA ! Irmãos, Não me canso De apelar o bom senso Àqueles irmãos que desrespeitando os direitos humanos, Continuam a massacrar Os próprios irmãos!

O PROFESSOR CONTRATADO

I Não é fácil Ser professor Contratado, Aqueke que depende Das necessidades Do Ministério Da Educação Nacional. II Eu já não sei O que devo fazer Para nãp perecer Neste país, Uma vez que já procurei Tantas vezes Ser feliz. III Meses E meses, O professor Fica preocupado Com a sua situação De saltimnbanco, De nómada Ao longo De várias décadas. IV Hoje, Já mais nimguém Me quer, Tanto homem, Como mulher. V O meu poder Já terminou. Alguém Já me abandonou E ao meu encontro, Mais ninguém Vem. Já mais ninguém Me quer Ver Ou ter. VI O tempo áureo Já cessou E este homem, Já remédio Tem; Já mais alternativa Tem, Nem alguma prova Da idoneidade Da sua personalidade. VII O professor Contratado, Está acabado. Agora só lhe resta A dor, Porque nem a cor Do dinheiro, Nem tão mísero Do cêntimo no bolso Vem ao seu censo. PV CITY(6ª FEIRA-23H33), 21 DE sETEMBRO DE 2012 MATTOS (NDO)

domingo, 1 de janeiro de 2012

O ANO DE 2012- TANTA COISA/POSTA/NA MESA/!

I

O Ano de 2012!
Na minha casa,
Havia tanta
Coisa
Posta
Na mesa!

II

Tanta
Fartura
Que não alimenta
Muita
Criatura!

III

Ninguém
Vem
Ver
E nos dar prazer
Neste
Banquete
Celeste!

IV

Os filhos
Encontraram
Outros trilhos
E outros brilhos
N,outros cantinhos,
E seguiram
Os seus caminhos!

V

E nós,
Os pais,
Querendo
Te-los
Nos
Nossos colos,
Não podemos,
Pois, procuram
Outros rumos,
Outros afectos
Mais justos,
Mais perfeitos,
Outros sentimentos!

VI
Na mesa,
Estavam:
O yorna,
A namorada Nixinha;
Makú Mané e os seus tres filhos,
Jailson, Helma e Júnior;
Murrido,
Lobo(Braima Cassamá),
Nossas duas filhotas,
A Ruth e a Kelcy;
A minha Mulher Natty
E eu.

VII

Depois das festas,
As nossas pastas,
As nossas carteiras
Ficam todas rotas,
Ficam todas desfeitas,
Autenticas bancarrotas.

VIII

Faltam-nos dinheiro
Para pagar a renda,
Para pagar passes sociais,
Para combustível do carro,
Para pagar as prestações dos bancos,
Para pagar as prestações de TMN/MEO,
para pagar as prestações da máquina de lavar a roupa.

IX

Depois das festas,
Preocupações d,outras metas,
D,outros compromissos,
D,outros objectivos
Que não conseguimos cumprir!

X

O que vale a pena
Viver o hoje
Em grande e grandeza,
Para amanhã
Viver em desgraça
E aflições?

XI

Eis o panorama,
O problema
Que iremos enfrentar
Neste mes de Janeiro,
Viver em apuros!!

XII

O desperdício,
Talvez o vício,
Obriga-me a viver
Em refúgio,
Obriga-me a escrever
E a descrever
A minha tristeza,
A minha desgraça
Do dia
A dia.

XIII

O dia
A dia
Entre a minha mulher
E eu:
O não entendimento,
O não afecto
No casamento,
Estando
Quase
Tudo
A ruir,
A fugir
Com esta crise!!!


PV CITY, CAFÉ DA TIA DEOLINDA(13H30), 01 DE JANEIRO DE 2012.


MATTOS (NDO)