segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
A CULPA/ DAQUELE QUEESTÁ OU VEIO DA EUROPA!
I
Não sei
Deslumbrar,
Não sei ver
O que está frente,
Nem atrás de mim.
II
Navego
Na escuridão
Da minha própria amargura.
Não consigo
Ver a razão
Da minha existência nesta terra,
Porque nada valho
Apesar de ter sempre trabalho,
Melhor dito, semi-emprego.
III
Os que estão
À minha volta,
Jamais compreenderão
Os motivos por que a minha conta
Está sempre descoberta;
Por que não os ajudo
No seu sofrimento profundo.
IV
Quem compreenderá
A minha amargura?
O meu sofrimento?
No registo
Dos meus pensamentos,
Estão descritos
Todos
Os meadros,
Todos os tormentos,
Todos
Os meus medos,
Todos
Os espetros
Que ofuscam
A minha existência,
Que beliscam
À minha vivência
Como um ser humano,
Desse nome digno.
V
Um dia,
Quando a raia
Descer sobre mim
Antes do meu fim,
Antes da minha partida
Desta vida
Terrena,
Como criatura peregrina.
VI
As minhas ideias
São dispersas
Pelas extensas
Gavetas,
Em épocas remotas
Dos diversos
Espaços
Onde passei
E que hoje já não sei.
Agrupamento de Escolas Joaquiim Inácio da Cruz Sobral ( Segunda-feira- 14h30 minutos), 13 de Janeiro de 2014.
KANKAMBAL- MATTOS (NDO)
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