sexta-feira, 1 de julho de 2011

Como o pobre/ sofre/

I
Farrapo
Pelo tempo
Pelo sol do campo,
Com o corpo
Sempre a cavar,
Sempre a pagar,
Sempre a levar
No Focinho,
Pelo que até hoje
Ainda Não tenho
Nem uma única lage!

II

O pobre,
Que alguém sempre fere;
Pelo que sofre
Dia
Após dia,
Entrando sempre em agonia,
Porque a letargia
É a psicologia
Que resolve a monotonia
Daquele que já não tem alegria,
Porque a harmonia
Do seu ser,
Deixou de ser
No seu viver!

III

Só dele se lembram,
Quando as coisas se vibram,
Quando as coisas se aquecem,
No momento que as coisas se mexem,
E dele se tecem.

IV

Nos confins
Da paciência,
A nossa consciência
Cívica
E patriótica,
Aceita as austeridades
Do novo governo português,
Se se realmente queremos
Sair da nossa pequenêz,
Com os cortes
Nos subsídios de Natal.

V

Os pobres
Que até são nobres
Por nascimento,
Normalmente padecem de sofrimento
Pelo facto
De não serem
Livres
De sonharem
Com um tecto,
De terem
Alimento
Em determinado momento...!

VI

Há um autor,
Que não é um impostor,
Que sonha com um motor
Que não precisa de um condutor,
Mas apenas impressionar um leitor
Como um cantor
Que inflama o seu público
Quando está imponente
E vibrante
No palco.

VII

Um soldado,
Um comando,
Chamado Fernando,
Simplesmente Ferreira,
Neto de Quínara,
Terra
Onde o pai nascera,
Depois de jurar a bandeira
No passado
Mês de Março,
Fez um pequeno esforço
A fim de tirar um curso
De comando
Em Junho,
O seu grande sonho,
A família em peso!

VIII

Do seu "fanado",
Já o "Bambarran" brilhantou
E fez um grande show,
O Fernando
Fez-se comando,
Deixando
"Ndo"
Todo
"Babado"

IX

Coragem,
Detrminação,
Fidelidade,
Patriotismo,
Obediência,
Eis os paradigmas
Que orientam um bom comando,
Servindo
À sua sociedade
E a toda a comunidade.

X

Que a Providência
Lhe dê
A saúde,
A consciência
E a ciência
Para bem servir a sua pátria,
Meu querido António
No seu grande desígnio !


ESPAN, 01 DE JULHO DE 2011.

MATTOS ( NDO )

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