terça-feira, 29 de abril de 2014

A PRIVAÇÃO/DO PÃO/,DA HABITAÇÃO/, DA EDUCAÇÃO/,...

I

Choro
Pelo que quero
E não encontro,
Porque estou num escuro
Total e inteiro.

II

Em casa,
Por causa
De alguma coisa
Em falta,
Toda a gente
Se  exalta,
Se zanga,
Se briga
E se sente
Que está
No direito
De faltar o respeito
Ao seu semelhante.

III

Não
Tendo pão,
Educação,
Habitação,
Saúde
Nesta sociedade,
Você tem a razão
Da reclamação
E da reivindicação
Do seu direito
Como sujeito,
Mesmo que não
O entendam,
Mesmo que não
O compreendam.

IV

A sua luta
Consigna
A sua digna
Conquista
Como pessoa humana
No espaço,
Msemo escasso
Onde habita.

V

Na casa
Farta,
Onde nada falta,
Reinam a harmonia,
A alegria,
Mesmo com a hipocrisia,
Porque o que se pretende
É a pretensa
É a felicidade.

VI

Na época
Da crise,
Pugna-se
Pelo essencial,
Pelo indispensável
Para a sobrevivência,
 Mesmo com uma  parca
Migalha
Do pão,
Que nos valha
Para a resistência
Do vendaval.


VII

Pugna-se
Na época
Da crise ,
Que tenhámos
O mínimo
Para podermos
Encarar
 Com otimismo,
 Os que confiam em nós
 E não têm a voz;
Os que dependem de nós;
 Na(em) casa
Onde falta
Tudo:
O arroz,
O leite,
A batata,
O açúcar,
Toda a gente
 Grita,
Porque na mesa
Escasseia
A merenda
Pretendida
Para  o pequeno almoço,
Para o jantar,
Para a ceia...
Sem
Isso,
Nada
 Pode encantar.

VIII

A prece
Constante
No momento da crise,
É para que não nos falte
O pão,
O leite,
A alimentação...!

A8- , CAMPO GRANDE- SOBRAL DE MONTE AGRAÇO (2ª-FEIRA, 07H 45 MINUTOS), 28 DE ABRIL DE 2014.

                                                                                            KANKAMBAL (NDO)








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