quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Kankambal Yoyó

Vindo duma tabanca recôndita da Guiné-Bissau, Kantoma, no Sul do País, eis um homem a que inicialmente se chamou , Kambleche (Kankambal Yoyó) e mais tarde, Fernando:

Já maduro, mas ainda sem futuro, porque o seu sonho, ainda está escuro, porque nada dele está seguro, isto é, a sua vida é uma labareda, um beco sem saida! O tempo passado na infância ainda o faz viver, momentâneamente, feliz como um pássaro esvoaçando num espaço ilimitado.

Encantado pelos seus amores, sua mulher e seus filhos, esse homem encara a vida com um sorriso permanente na sua fisionomia e nada o faz desistir de qualquer desafio por mais difícil que possa parecer .

Escolheu, pelas circunstâncias da vida, a educação como a sua paixão, a profissão que lhe dá energia, alegria, força e esperança em encaminhar e sonhar como quem escala uma montanha

numa manhã.

Embora esquecido pela educação, durante mais de vinte anos no exercício, não larga esse ofício, porque a sua costela, vem duma "lala" que embala qualquer criançola que nunca fica tranquila.

A escrita o incita a vencer todas as suas barreiras físicas e psíquicas, pois é como o oxigénio que sustenta qualquer génio no seu desígnio, mesmo com algum escárnio da vida atribulada.

O senhor Ndo convida-o(a) para uma caminhada divertida e alegre e encare a sua escrita como que labuta sem mestre atendendo às circunstâncias e vicissitudes da vida.

A sua ignorância, vicia-o na letra e na palavra, a razão porque não pára e espera a altura, a hora mestra e apropriada para caminhada.

Acompanhe-o neste espaço de lin has solta

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

A dinâmica da história



Eis o percurso através do qual pretendo embrenhar-me nas entranhas fulcrais da História.




Uma história que se pretende viva, activa, convidativa, participativa,interactiva, dinâmica, rica, cívica, interessante em cada instante por cada sujeito consoante o seu talento, o seu ser no viver quotidiano humano.




Ensinar História é transpormo-nos no tempo e no espaço as vivências e experiências das gerações antecedentes, apropriarmos do capital coerente, eficiente que fizeram as civilizações progredir e prosseguir na senda do progresso e do sucesso, e, consequentemente, contribuir decisivamente para as gerações vindouras possam vir a usufruir convenientemente
as realizções que hoje nos propomos.



Ensinar a história com alegria, incutir a euforia na adolescência para e pela vivência diária, eis os objectivos que me empelem, orientam e emanam nessa senda delicada do processo ensino-aprendizagem.




A historia, deveria ser, acima de tudo, uma disciplina que ensina, orienta cada ser no que quer ser, com o intuito do seu desenvolvimento integral, bem como da sua realização pessoal e profissional no contexto comunitário em que se imsere.




Que venham críticas comstruti-tivas que me fazem pular ao falar com adolescentes interessantes , participativos e responsáveis por cada aula, pela escola, pela sua comunidade e pela sua sociedade.

REFLEXÕES SOLTAS

Um dia, ainda pequeno, sonhei ser útil a alguém, à minha comunidade, à minha sociedade!
Parti para luta, desde uma minúscula aldeola nos confins da antiga colónia portuguesa, actual Guiné-Bissau. A preocupação do meu" baba", meu pai, foi sempre fazer da minha pessoa um grande homem à semelhança do seu pai, o meu avô Khalifane. Pagar na mesma moeda o sacrifício de todos aqueles que pretendiam que tivesse um bom ofício para o benefício da minha "tabanca".

Durante a guerra colomial , saí de Kantoma, aldeia situada na região de Quínara, sul da Guiné-Bissau, para Empada, Bolama, Bissau, Pelundo e finalmente em Teixeira Pinto, actual Canchungo. Desta terra, na região de Cacheu, no Norte do país, cresci graças à benevolência e à humanidade de um grande homem, o régulo do chão manjaco, o Excentíssimo Joaquim Baticã Ferreira, bárbaramente assassinado pelo poder selvático, corrupto e desumano do P.A.I.G.C.

Um grande Homem com qualidades excepcionais , que só sabia semear o amor, a amizade, a solidariedade, a camaradagem, a paz, o altruísmo, a fraternidade e, acima de tudo, o diálogo franco e aberto!




Aqui estou sentado numa acção de formação com o mesmo desiderato: aprender para servir melhor a minha comunidade em particular e, em geral, ao meu semelhante!