terça-feira, 11 de dezembro de 2012
SE O TEU AMOR /FOR/ UMA FLOR./...
I
Nas rédeas
E redes
Sociais,
abundam
crónicas
De opiniões.
Cada qual
Expressa a sua opinião,
A sua ideia,
Os seus sentimentos
E emoções.
II
Se o teu amor
For
Uma flor,
Difunde-o ao teu redor,
Não deixes que a dor
Apodere de alguém, em particular
E de todos, em geral.
III
Estando-nos na época
Natalícia,
Quero, por este meio,
Endereçar a todos
As minhas saudações fraternais
E saolidárias
A todos os que se encontram
Em momentos críticos,
Nomeadamente aos que estão
Doentes, presos ou desempregados!
Que tenham
A fé e coragem de enfrentar
Cada dia com mais optimismo,
Realismo
E pragmatismo
E não derrotismo.
IV
O teu amor
Alivia
A dor
Daqueles que soferem,
Daqueles que nada têm,
Daqueles que não sabem
O que é a alegria,
Daqueles que não têm
Pão,
Daqueles que sofrem
A opressão
E repressão
De toda a espécie,
Nesta nossa superfície
Terra!
V
OH! Se o teu amor,
É como o tambor
De "Utiacor"
Emite o som
Do teu dom
Para cada pecador,
Para que diminua o horror,
O terror
E faça o seu clamor,
Com mais vigor
Ao nascer e ao pôr
De cada sol.
VI
Estou sentado,
Escrevendo
O que estou vendo,
Vindo
De cada lado
Do nosso Mundo
Conturbado
E eclipsando!
VII
Levanto-me
E grito
Bem alto,
Em em nome
De Cristo,
Nosso Salvador,
O amor
Para cada menino,
para cada ser humano,
Sobretudo aquele que tem o pranto,
Daquele que tem medo do seu opressor;
Para que reine em todo
O mundo,
A paz,
A solidadriedade,
A justiça,
A liberdade,
A fraternidade,
A concórdia,
A harmonia
Entre todos os povos do mundo!
VIII
Se o amor
Existir
No teu coração,
Não deixe fugir
A benção,
E faça a flor
Desabrochar
Em cada lar
E sarar
As feridas
Tidas
Em várias vidas...
PV CITY(TERÇA FEIRA, 10HO25 MINUTOS), 11 DE DEZEMBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
domingo, 2 de dezembro de 2012
UM MANJACO/AGNÓSTICO !
Agnóstico,
O manjaco
Tem de pouco
Enquanto ainda não for louco!
II
Acredito
Num Deus misericordioso,
Bondoso,
Aquele que nos tira do fosso
E nos mostra o caminho
Do sonho,
Mesmo caminhando sozinho!
IV
Mesmo na crise,
Erga a face,
Levante a cabeça,
Tenha confiança
E esperança
Como uma criança!
V
Não deixemos que o desânimo
Tome conta de nós
E façamos com que se ouiça a nossa voz!
Cada um encha-se de si mesmo
Do optimismo
Que alimentou o Cristianismo
E todos aqueles que o seguiram
Desde os seus primórdios,
Acreditando piamente nos seus princípios.
VI
"Desânimo
Para quê,
Se já estamos desanimados,
Condenados ?",
Como dizia o Padre
Valentim,
Da Paróquia de São Pedro,
No Prior Velho.
VII
Mas é a pura
Verdade verdsadeira,
Este manjaco
É agnóstico.
Não tem muita fé,
Mas acredita no num Deus Criador
Do Céu
E da Terra.
VIII
Mas a razão principal
Do seu agnosticismo
Consiste naquilo
Que diariamente vê
E assiste.
Na hipocrisia que muitas pessoas
Que são assúais na Igreja,
Mas que não amam,
Não sabem o que é o amor ao próximo.
X
Tudo isso,
O deixa muito revoltado
E às vezes recusa
Ir à missa,
Pois, não quer ser equiparado
Com estas pessoas.
XI
Hoje,
O manjaco
Agnóstico
Foi à missa,
Porque está muito
Preocupado com a situação
Do seu querido filho,
Que quer everedar
Por outros camiinhos
Menos correctos,
Condenados pela sociedade.
XII
Fui fazer uma prece,
Pedindo a Deus que o ilumine
E o mostre o caminho de Jesus
Cristo:
O da verdade,
Da justiça,
Da honra
E do amor ao próximo
PV. CITY(DO), 02 DE DEZEMBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
SEM EMPREGO/APROVEITO/ O TEMPO/ PARA ADUBAR A MENTE/ E O MEU CORPO/.
I
Deus
Plantou-me
Na terra
Pela sua vontade!
II
E na Terra,
Estou enrolando,
Como uma bola,
Sem uma estrela
Que a ilumina,
Que a ensina
O caminho
A seguir.
III
O tempo
Será,
Doravante,
Daqui em diante,
O meu mestre,
Para evitar
A minha loucura
Como uma criatura
Perante a frustração,
Perante
A condenação
Que actualmente
Estou sujeito
Neste mundo.
IV
O tempo
De ponderação,
O tempo
De meditação,
O tempo
De moderação
Em cada decisão
No que diz respeito
À minha família,
Aos meus filhos
Principalmente.
V
O tempo
De continuar
Com os meus desenhos,
Com a minha escrita,
Sobretudo a poesia;
O tempo da caminhada
Em cada
Manhã,
Eu, o filho de Nha
Nhanha.
VI
O tempo
De esquecer
Que sou um homerm triste,
Abandonado por todos;
O tempo
De saber
Que sou um homem
Que não
Tem
Amigos;
O tempo
De esquecer um pouco
A minha solidão
Como cidadão.
VII
A minha alegria
Em cada dia,
Consiste na poesia
Que me dá energia
Para ultrapassar a apatia,
A melancolia
E encontrar a via
De algo que irradia
Na minha fisionomia,
Mais potência
Para a vivência
Diária.
VIII
O tempo
Da minha infância,
O tempo
Da minha adolescência,
Esquecendo a minha juventude
E a minha decrepitude.
IX
O tempo
De desemprego,
É o tempo
De tornar fértil
A minha mente,
O tempo
De tornar o meu corpo
Hostil
A qualquer enfermidade
Da sociedade
E hábil
Para enfrentar qualquer dificuldade.
X
O tempo
Do corpo
Robusto e limpo
De impurezas,
O tempo
Da mente
Brilhante
e cheia de proezas,
No mundo inquietante
Em que o nascente
Se tonou(e torna)decadente,
Dando lugar ao poente
Sempre presente
No meu semblante
Sempre triste,
Porque o meu filho está(sempre )ausente
Em cada noite.
XI
O tempo
De me preocupar um pouco
comigo próprio:
Com os meus dentes, o meu corpo,
Através do exercício físico,
Caminhadas todos os dias´
No Prior Velho,
Sempre que me fo9r possível.
XII
O tempo
Que tenho
E que ninguém
Tem
Para mim:
O meu filho
E a minha mulher!
XIII
O tempo
Que tenho
Para o meu sonho
Comprometido,
Porque sou um homem desempregado
Há bastante tempo!
XIV
O tempo
Que não me dá tempo
Para concretizar o meu grande sonho:
Ensinar
E aprender
Com os outros
XV
O tempo
Que tenho
E não tenho,
Porque o meu emprego
Tirou-me o tempo
De voar
Com os pés bem assentes na terra.
XVI
O tempo
De desemprego
Que me deixa
Em dessassogo(?),
Na insónia,
Na preguiça,
Que muitas das vezes
Me lança
Para a cama,
Para a lama,
Esse filho de Bolama,
Mas, no entanto, não desanima.
PV. CITY( 4ª FEIRA), 28 DE NOVEMBRO DE 2012.
MATTOS(NDO)
ALFAMA/NA ALMA
I
Não importa a origem
Do homem,
Da mulher,
De qualquer
Ser
Para sentir o prazer ,
O cheiro da comida,
Do fado
No bairro
De Alfama,
No coração
Lisboa.
II
A esse condimento
Do conjunto,
Acrescenta-se
A brisa do Tejo.
III
Turistas
De várias
Proveniências,
Afunilam-se
Aí pra provar
O saboroso prato
De bacalhau
E deliciarem-se
Com o inconfundível
Fado,
Cantado
Por Amália ,
Por Carlos do Carmo,
Por Mariza
E tantos outros.
IV
O desempregado
Mata a fome
Com uma sopa,
Uma fatia de pizza
E um copo de água.
V
O deleite
Da mente,
Recebe o convite
Na Rua de Artilharia(?).
VI
O artista,
O poeta
Foge da rotina
Do Prior Velho
E vem dar de beber
A sua atrofiada
Mente
De tanta
"Porcaria"
Da condição humana
Que aí se verifica
E se assiste
Dia
A dia.
VII
Em Lisboa,
Passeei por toda
A baixa,
Andei,
Percorri
Quase toda
A Avenida
Almirante Reis
E por fim,
Apanhei
O metro para a Gare de Oriente.
ALFAMA(LISBOA, 3ª FEIRA, 16HOO), 27 DE NOVEMBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
OBRIGADO SENHOR MEU DEUS!
I
Eram às 11h45 minutos!
Como não quer a coisa,
Passei pelo Banco Espírito Santo
A fim de consultar o saldo
Na conta que dei na Segurança Social!
II
Coloquei o cartão
E digitei o meu pin ou código pessoal!
Por desconfiança, digitei o saldo:
1931,00 Euros!
Cancelei operação
E saí do Banco.
Pelo caminho, não fiquei convencido
E voltei dse novo ao Banco para consultar
O movimento da conta: 1931,00 Euros!
Saí e fui directamente para a loja do Cidadão
Das Laranjeiras a fim de ir prorrogar a declaração
Da minha carta de condução- que pedi em Agosto de 2012.
Dali, depois de resolver o problema, fui ao PINGO DOCE
Comprei salmão,uma merenda e uma água, por 353,00 Euros.
Saí desse PINGO DOCE e Fui para um outro pingo doce,na Portela de Sacavém/Moscavide.
Levantei 10,00 Euros para pagar uma despesa de 7,50, na compra de salmão, Leite(uma embalagem e fiambre para as crianças.
Regressei ao Prior Velho e comprei um frango por 3,50 Euros.
Finalmente, recolhi-me e fui almoçar, que por coincidência, O Helénio , comprou um frango churrasco.
III
Digo muito obrigado meu Deus, pois, foi um alívio, edu poder começar a pagar as minhas imensas dívidas!
Obrigado, obrigado meu Deus! Obrigado, pois já estava a ser humilhado por demais por todos aqueles que me rodeiam, acusando de nada fazer ou contribuir para as despesas de casa, que não faço esforço para nada e mesmo que alguém me queira ajudar( o meu primo Armando Procel) e que é pura mentira, uma invenção dessa pessoa.
Obrigado, obrigado meu Deus, Obrigado meu Senhor!
PV CITY(SEXTA-FEIRA- 19H00), 23 DE NOVEMBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
A ANSIEDADE /DE/ QUEM ESTÁ NA NULIDADE/
I
Viver
A vida
De uma forma parasita,
É ter
Uma senda
Torta
E nada
Em vista
Para viver
Com prazer.
II
É entregar-se
Aos outros
Em todos os aspectos;
É sentir-se
Aos desencontros
De assuntos
Vitais
Entre os animais
Racionais.
III
Levantar-se,
Todos os dias
E nada ter
Para fazer,
Para contribuir
Para o bem dos outros,
É tão doloroso
Como ter
Um único osso
Para roer
E nada para comer.
IV
Sinto-me
Tão pequenino
Como um menino
Acabado de nascer!
Um espécime
A viver
Sem nada valer,
Nem para ele mesmo,
Nem para o seu próximo.
V
A vida
Que estou caminhando
É um embuste
E tão triste
Na medida
Em que estou totalmente derrotado,
Apesar de não estar vencido.
VI
Não pude ajudar
Os meus filhos a crescer
Em termos financeiros
E cada qual se enveredou
Pelo seu caminho!
A mais velha está em Londres
A batalhar
E a trabalhar
Duramente,
A fim de se afirmar
Como pessoa humana;
O mais novo
Está aqui em Portugal,
Em Lisboa
Na vida boa,
A curtir com todas as moças,
A trocá-las como quem troca as camisas;
Nem quer saber da vida;
Apenas vai vivendo o dia-a-dia,
Sem se preocupar com o dia de amanhã!
Tem dinheiro para apanhar táxis para os sítios que vai com as damas.
Donde vem o dinheiro? Não sei? Da discoteca?!
VII
O DIA VINTE E TRÊS ,
Será
Como sempre o fora
Outrora?!
Será
O dia de salvação
Para este infeliz cidadão
Sem um único tostão?
Quando é que a Segurança Social
Se lembrará
De mim?
Estou arrasado,
Estou acabado
E sem dinheiro
Para as minhas filhas
E isso
Há quase quatro meses!
Desde Agosto
Que não pego no dinheiro
Vivo!
PV CITY(6ª FEIRA- 11H20), 23 DE NOVEMBRO DE 2012.
MATTOS(NDO)
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
FILHO DE BOLAMA/NA LAMA/
I
Tomara
Voltar
À minha terra,
Para tornar
A ser feliz!
II
A felicidade
Que escapa
Dia
Após dia,
Pois, vejo
O meu filho
Em cada trilho
Que para mim, é um nojo.
III
Recusou
Estudar,
Recusou
Trabalhar
E só quer
Dormir,
Só quer
curtir
Com todas
As moças,
De todas
As raças.
IV
E eu vou definhando,
Eu vou sofrendo,
Com esta desgraça,
Com as suas acções
E deambulações,
Porque já não dorme
Nem come
Em casa.
V
De vez
Em quando,
Aparece
Com um amigo
Ou com uma amiga!
VI
Eu só quero
Minar,
Eu só quero
Desaparecer,
Para não assistir
A pouca vergonha
Do meu filho,
Eu, filho
De Nhanha,
Com música
Bem alta
Em casa,
Contra
à minha
Própria vontade!
VII
Eu, sem dinheiro,
Sofro
Porque só a mulher
Contribui para o sustento,
Para o pão de cada dia.
VIII
A minha mulher deu-me 40 euros para fazer às compras da casa, sobretudo, para comprar carne no Mercado de Benfica. Onde é que ela conseguiu esse dinheiro?!
Eu não sei, só sei que descobri uma tranasfeência no valor de cem euros provenientes de um senhor chamado José Pedro.
IX
Eu, filho de Bolama,
Estou na lama,
Estou no lodo,
Estou no pântano,
E tudo isso,
Me tira o sono,
Pois, é um fracasso!
X
Agora,
Só conto com o que vem
D,outrem:
Da mulher,
Do Helénio,
(enteado em Bissau)
E do subsídio
Das minhas duas filhas,
No valor de cinquenta e três euros.
XI
Eu já não tenho mais nada!
Eu já não posso contar
Com o vinte e três
De cada mês,
Mas, com o dezasseis
De cada mês,
O subsídio
Das minhas filhas,
Pago pela Segiurança Social.
PV CITRY(5ª FEIRA, 19H30), 15 DE NOVEMBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
Eu, filho de Bolama
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
SUPORTO/TANTO/SOFRIMENTO/NO MEU PEITO/
I
As tempestadaes
Batem "recordes"
Nas suas "promenades"
Em determinadas personalidades
Semi-abandonmadas,
Semi-esquecidas.
II
As lições
Aprendidas
Em instituições
Públicas
Ou privadas,
Foram puras
E meras
"Dicas",
Orientações
Para cada pessoa
Na sua
Caminhada
Da sua vida.
III
Cabe
A cada um,
Pôr na prática
O que sabe,
O que aprendeu;
O dom
Que Deus deu
A cada um
Para fazer face
A cada crise
Que aparece.
IV
Os meus dias
São umas autênticas
Melancolias
Aversas às dicotecas!
PV CITY(5ªFEIRA- 10H02- RESTAURANTE "CRISTAL DO IMPÉRIO"), 15 DE NOVEMBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
terça-feira, 13 de novembro de 2012
REPUDIO/O SUBSÍDIO/ POR SUBSÍDIO/
I
Homem
Activo
Do povo,
Tem
Repúdio
Do subsídio
Por subsídilo.
II
Enquanto
Tiver
Saúde
E força,
Quero valer
O meu conjunto,
O meu colectivo,
O meu povo.
III
O povo
É donde vivo,
Onde sirvo,
Onde levo
A vida
Regrada,
Em cada
Dia
Como tristeza ou alegria.
IV
A vida
Não devia
Ser ingrata,
Madrasta
Para cada
Criatura,
Em cada
Terra!
V
Desempregado,
Ndo
Está quase acabado
Neste mundo
Tão conturbado
E também ignorado.
VI
O desemprego,
É um grande castigo,
Um grande estrago
Para qualquer amigo.
PV. CITY (DO), 11/11/2012.
MATTOS (NDO)
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
UM MANJACO/MELANCÓLICO/, SENTADO NUM BANCO/
I
Quando os olhos perscrutam
Cenas tristes
E dolorosas
Do dia
A dia,
O sujeito proprietário,
Torna-se solidário.
II
A solidariedade
Pela precaridade
Da condição humana,
É imperiosa
Para cada cidadão
Na sua acção
Quotidiana.
III
Distraído,
Para não dizer,
Absorto
Em pensamentos
Remotos,
O cidadão universal
Não foi indeferente
Ao que os seus olhos
Observam
Nas ruas,
Onde diariamente
Passa.
IV
Em sacavém,
Esse homem
Vai e vem
Na sua viagem
E em cada paragem,
Obtém
Uma imagem
Negativa de quem
Nada tem.
V
Sentado
Ou debruçado
Num dado
Feudo
Desconhecido,
O transeunte é "bombardeado"
Por tudo
O que é incómodo,
Por tudo
O que é horrendo,
Vencendo
Sempre um corpo debilitado,
Um corpo enfraquecido.
VI
A crise
Empurra cada cidadão
Para a entorse,
Quando nem sequer um grão
Lhe aparece
À visão,
Porque não dorme,
Devido a fome.
VII
No jardim,
Sentado num banco,
Desprovido quase de nenhum fim,
O manjaco
Melancólico,
Inerte
Como um manequim,
Sente-se um desnorte,
Sente-se impotente
No seu semblante.
VIII
Em quase todas as cidades
Do mundo,
São patentes as capacidades
Dos filhos de Canchungo ou de Pelundo,
Demonstrando as suas genialidades
O tão profundo,
Sobretudo nos seus empenhos e combates
Em todas as frentes.
IX
Às vezes, é preferível
Não observar o pormenor
Do quão nos apresenta ao redor,
Para não se sentir culpável
E incapaz
Perante o que a visão nos traz
Defronte,
Em cada instante.
PV CITY(2ª- FEIRA, 10H48), 22 DE OUTUBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
sábado, 20 de outubro de 2012
FILHO, FUJA DAS GENTES PERFIDAS/, FUJA DAS GENTES FERAS/, DAS GENTES PERDIDIDAS/!
I
Não valerá a pena
Tão pelejar
Pelo tanto que desejar,
O que em cada dia alguém/gente te ensina,
Como em cada dia se portar,
Se assim nos ignora e nos abandona,
Mais tarde ou mais cedo
Nesta poltrona
Que nos tem dado!
II
O meu filho
Ignora
Cada palavra,
Cada conselho
E apenas insiste
Na sua mentira,
E cada dia mente
E esquece
O que lhe engrandece,
O que lhe padece.
III
E a vergonha
Mata
Este filho de Nhanha,
De tanta
A sua peta
Junto dos que o ama,
Junto dos que o estima.
IV
As pequeninas,
O que aprenderão
Contigo
Como irmão,
Se se nada as ensinas?
Se nenhum exemplo,
Em cada dia dás?
Se és simplesmente um dolo
Entre as tantas fadas?!
V
Tenho
Muita pena
Da minha sina,
Com a frustração do sonho
Que alimentava desde Quínara
Até a minha querida Évora,
Onde, há 27 anos me formara!
V
Filho,
Sempre me deste muito orgulho,
Desde o dia do teu "fanado"(1),
Até o dia em que foste comando!
Por que agora,
O menino se vira
E tudo deita(s) fora,
O que tanto demonstrara
A gente que tanto te admirara?!
VI
Fuja
Das gentes(pessoas) pérfidas!
Fuja
Das gentes feras!
Fuja
Das gentes iníquas!
Das gentes perdidas!
Te corrija
Das amêndoas(...!) salutíferas!
Te proteja
Das águas
Benignas,
Dadas(abençoadas) pelos mecenas!
VII
O teu pai,
Mais dia,
Menos dia,
Vai,
Cai,
Morre,
Falece,
Desaparece
Por tanto que o desobedece,
Por tanto que o envergonhe,
Por tanto que o desdenhe!
VIII
Já mais nada
Lhe resta,
Senão vocês!
E se agora nada
Te importa,
Mais vale ele partir de vez,
Pedindo imensas
Desculpas,
Aos outros filhos!!!
PV.CITY(SÁBADO,9H36, 20 DE OUTUBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
CONDENADO/ À CONTRATADO/
I
Hossana
Nas alturas,
A voz humana
Das crateras,
Suplica
À Meca
E a Roma
No fundo da sua alma,
Que oiça
A força
Da voz
Que vem da foz
Longínqua
Da água...
II
Sou contratado
Idêntico
Aos contratados
Das Roças de São Tomé-
A única diferença
Reside no uso do chicote
Por parte do capataz.
III
O meu patrão,
Aquele que tem o patacão,
Contrata-me quando precisa.
Findo o contrato,
Joga-me para fora,
Dá-me pontapé.
IV
Falta
Quase mês
para ser jogado,
Despedido,
Mandado para às favas
Pelo Ministério de Educação.
Tem sido sempre assim
Todos os anos,
Desde 1990!
V
Sou um simples produto
Do uso,
De conveniência,
Talvez do gozo
Dos magnatas,
Os donos do "cumbu",
o Estado.
Loures( divisão municipal de habitação), 25 de
MEU QUERIDO FILHO, KHALIFANE
I
Bom dia/boa tarde, meu querido filho.
Levanta-te
E põe-te
A andar,
A caminhar,
Acompanhando o raiar
Do sol,
Em prol
Do teu desenvolvimento,
Do teu cresecimento,
Pessoal,
Individual
E profissional.
II
Sê forte
E vá em frente,
Como o combatente
Que sempre foste
Desde o teu nascimento,
Desde a tua infância
Até
Ao momento
Presente.
III
Estamos todos
Aqui, para te apoiar
Moralmente;
Estamos todos
Aqui, para te ajudar
No que nos é possível.
IV
As batalhas
São ganhas,
Quando tu trabalhas,
Quando tu não atrapalhas
E enfrentas
Os desafios,
Todos os sacrifícios
Que a vida te impõe.
Ãfinal, foste
Comando
"A SORTE PROTEGE OS AUDAZES"
V
Não faças como avestruz...
Tire o capuz,
Porque existe a luz
Mesmono fundo do túnel.
A vivi,
A Natty,
A Nabia,
Eu e os outros
Estamos contigo!
Levanta-te
E vai a luta!
Não te resignes!
VI
A verdade
Nunca é absoluta.
Hoje pode ser verdade,
Amanhã mentira.
Mas eu, querido filho,
Estarei sempre ao teu lado
Para te apoiar e te ver
Cada vez mais a crescer
Como homem
E como pessoa humana.
VII
Com ou sem lágrimas,
Estarei esperançoso
Do teu sucesso
E não quero que teimas
Jamais
E, aliás,
Provaste-me isso,
Quando te inscreveste
E tiraste
O curso
Dos comandos.
VIII
A cama
Não resolve
Cada problema
Que te absorve,
Que te preocupa
E te culpa
Em cada altura,
Em cada hora.
Sê ciente
Em cada instante,
Que só tu
E só tu
E mais ninguém,
Pode resolver os teus problemas.
De ti,
Tudo depende;
De ti,
Está a solução.
O que é preciso, é querer,
Pois, como se costuma dizer,
"Querer
É poder",
"Vouloir,
C,ést pouvoir",
Em francês.
PV CITY(5ª-FEIRA- 13H35), 18 DE OUTUBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
AS SOBRAS DA SOCIEDADE
I
A sociedade
É a dinâmica da vida.
Produz
Como o próprio ser humano.
Nascemos,
Crescemos,
Trabalhamos,
Desenvolvemos,
Envelhecemos
E morremos.
II
A sociedade
Deve
Garantir
A Passagem plena
E integral
Ds fases
De cada um dos seus cidadãos.
III
É "domage",
Como dizem os franceses,
Crescer numa sociedade livre
E democrática,
Num estado de direito,
Sem a mínima garantia
De realização pessoal e profissional!
IV
Os jovens
Estão frustrados
Logo que atinjam a maioridade.
Estudam,
"Esfolam-se"
A estudar,
Para mais tarde
Virem ocupar um lugar
Na sociedade,
Contribuindo para o seu desnvolvimento.
Mas o que lhes acontece depois do estudo? Não encontram o emprego no seu ramo de formação e muitas das vezes, noutros em que não estão habilitados.
E que alternativa encontram? Que solução ou soluções? Talvez a emigração (ou a perdição, o caminho mais fácil para a solução da frustração).
Mas a emigração tem os seus prós e contras.Nunca se sabe o que podemos encontrar, se não enveredarmos por aquilo que se diz:" Quem não arrisca, não petisca" Mas emigrar como, aonde? Sem meios financeiros para custear as viagens, as deslocações e a sobrevivência lá do desconhecido, logo à partida, o caminho está banido, barrado. Não saimos por dificuldades económicas e financeiras.
São sobras da sociedade, vivendo nas sombras: as crianças, os velhos reformados, os deficientes, os doentes,os encarecerados,os desempregados!
V
O desemprego
É o flagelo
Que tira ao amigo
O abrigo,
O consolo,
O sossego
Em pleno
Sono.
VI
O desemprego,
É o prego
Que se espeta no estômago,
Contribuindo para o perigo
Do maior estrago
Da própria sociedade
Ou da própria personalidade(individualidade).
VII
O desemprego,
É a sensação
Da inércia,
Da impotência
Perante a invasão
Do inimigo
À Nação.
VIII
O desemprego
Impede que assumamos
Na íntegra o nosso encargo,
Porque o desemprego
É um ambargo
Do(nosso) umbigo,
E que, veementemente, repugnámos.
IX
O desemprego,
É a dor
De cada pecador,
De cada trabalhador,
Se se é filho de lavrador
Ou de qualquer servidor,
Se se tem pudor
Ao (nosso) redor.
X
O desemprego
Dói;
O desemprego
Mói
O nosso interior;
O desemprego
Destrói
O nosso amor;
O desemprego
Rói
O que temos de melhor.
XI
O desemprego
É uma vergonha
De quem sonha
Escalar tamanha
Montanha,
De quem desdenha
"Ronha".
XII
O desemprego,
Destrói amores
Em todos os lugares,
Em todos os mares,
Em todos os lares;
É o estrago
Dos laços familiares,
Em todos os patamares.
XIII
O desemprego,
São as sobras,
As sombras,
E as quebras
Do próprio Estado.
PV CITY(5ª FEIRA- 12H30), 18 DE OUTUBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
O QUE ME RESTA/ DESTA/ TERRA/ MADRASTA/?
I
As palavras para pronunciar,
As situações para presenciar,
A tudo, renuncio
E abraço
O sacrifício
Com esforço,
Porque nunca fui do ócio,
Mesmo quando sinto um vazio
No meu próprio
Meio!
II
“Bantumbi”(1),
Ainda não percebi
As razões por que nunca mais subi!!!
III
Eu não me interrogo,
Porque não sigo
Normalmente como os outros.
Será que só oiço
Os vossos berros,
E não oiço
A vossa voz,
Senão à sorte atroz
Que me está condenando
Diante de todo
O mundo? !!!
IV
Diante dos meus subordinados,
Estou a ser crucificado,
Porque todos
Estão informados
Do meu atual estado:
Um autêntico farrapo
Neste real, concreto
E exato
Tempo.
V
Seguir-se-ão
Os meus próprios filhos!!!
Porventura, deixarão
De ouvir os meus conselhos,
Porque mais nada valho,
Porque já não tenho trabalho,
Já não tenho emprego
E, consequentemente, nem um amigo!
VI
Neste momento,
O que devo fazer
Para merecer,
(Sobretudo) Pelo menos, respeito??!!
LISBOA, 01 DE JULHO DE 2001.
MATTOS (NDO)
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
A REALIDADE DURA/FORA/ DA NOSSA /TERRA
I
Eu me entrego
Ao Centro
De emprego,
Onde o outro
Homem
Também
Vem.
II
Directa
Ou indirectamente,
Todos são desempregados
Que perderam
O seu posto
De trabalho,
E agora estão dependentes
Das entidades
Empregadoras.
III
No rol
Desses,
Sob o sol
Ardente,
Estão os doutores,
Engenheiros,
Pedreiros,
Pintores,
Professores,
Canalizadores,
Arquitectos,
Serventes
E todos os grupos sociais,
Onde eu, pessoalmente, me incluoo.
S´
SACAVÉM(terça feira), 04 DE SETEMBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
O MEU GRANDE AMOR
I
As rugas
Antigas
Desaparecem com o amor,
Porque a dor
Atenuou
E o destino
Que um dia me fintou,
Veio em pleno.
II
Eu escrevo
Sobre as linhas
Tortas
Em todas as manhãs,
Sobre todas as pistas
E descrevo,
Minuciosamente,
A vida que levo
Diariamente.
III
Os assuntos
Amplamente
Abordados,
Têm sido frequentemente
Sobre o comportamento dos meus filhos,
Os conselhos
Que lhes dou,
Porque não sei quando vou
Para outros mundos.
IV
Estou ciente
Da minha fraqueza,
Da minha pobreza
Nesta parte
Do Globo
E não me gabo
Sobre a minha pessoa
Aqui em Lisboa,
Porque a vida tem sido
A madrasta
Ingrata
Para o menino
Africano
Que se chama
Simplesmente, "Ndo",
Filho de Bolama.
V
Pela luta
Constante
Que tenho travado
Ao longo dos anos,
Cheguei a conclusão,
Que nada
Tenho feito
De jeito,
Isto é, em condição
Que se adeque a meta
Pretendida,
Com vista
A que a minha gente
Se sentisse satisfeita
E orgulhosa do papá "Ndo",
Mas, no entanto,os seus actos,não foram levianos.
VI
Aos meus filhos,
Que nada deixo
Como herança,
Senão o lixo
De papeis em entulhos
Como pensamentos,
Senão a esperança
Na caminhada
De cada
Década
Percorrida
E também a esperança.
VII
Sentado,
Deitado,
O sr. "Ndo"
Vai reflectindo
Sobre o seu percurso
Neste mundo,
Neste espaço
Tão vasto,
Que eu sinto
Muito
Grato
Pelo tempo
Que a Providência
Me tem concedido
Como a vivência,
Como experiência
Da essência
Humana
Quotidiana.
VIII
Pé
Ante
Pé,
Peço aos meus filhos,
Que tenham a fé
Nos seus trilhos,
Na senda
Que cada
Um traçara como meta,
E que cada
Um se sinta
Confiante
E vá sempre em frente.
IX
Nada é dado,
Nada é adquirido
Sem o mínimo esforço,
Empenho
E abnegação,
Em cada missão,
Porque cada fardo,
Tem o seu preço.
X
Não se declinem,
Não abandonem
Os vossos sonhos,
Os vossos projectos,
Mesmo que sejam espinhos,
Lutem
Pelos vossos intentos.
PV CITY(2ª, 24 DE SETEMBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
O DESPERDÍCIO/DO CONTRATADO VITALÍCIO/
I
Eis que o meu coração
Suporta tanta aflição,
Tanta angústia
De cada notícia
Vinda do Ministério
De Educação:
A minha não colocação,
Com o início
De cada ano lectivo!
O martírio,
O desperdício
Do professor
Ainda activo
Que causa a sua grande dor,
Oh,o contratado vitalício!
II
OH!Quando será o fim
Do meu sofrimento
Permanente,
Eu, o sujeito,
Cujo comportamento
Reflecte
No meu relacionamento
Com toda a gente,
Com cada semelhante,
Porque pretendia,
Em cada dia,
Cumprir o objectivo pelo que vim?!
III
Como sarar
A ferida
Causada
Com o virar
De cada tempo
No espaço
Limpo
E escasso?
IV
O educador
Com a dor,
Como professor
Emissor
Do valor
Que aprendeu
De cor,
Desde Utiacor
Na terra
Do Chão Manjaco,
Até a linda cidade
De Évora,
Onde saboreou tudo um pouco
Relativo à universalidade
Da Humanidade.
V
O Manjaco
Na terra
Do Branco,
Que,com afinco
Procura
O pároco
O suco
Para o sustento,
Para o alimento
Da sua família,
Tanto cá,
Como lá,
Que está sempre em vigília
E sem folia.
VI
A terra
Madrasta
Que, em cada dia me afasta,
Que já não me aceita,
É responsável
Pelo que me sinistra
Nesta
Terra
Que já não é arável.
VII
Eis a lição
Da emigração:
A frustração
De que não
Cumpriu a missão
Para com a sua população,
Nem tão pouco o pão
Para a continuação
Da sua geração,
Da sua espécie
Na superfície.
VIII
No entanto,
Eu exorto
A todos os que se encontram
Na condição idêntica
À minha,
De não baixarem
Os braços
E que façam esforços
De serem
Fortes,
Optimistas e confiantes
No dia de amanhã.
PV CITY(2ª), 24 DE SETEMBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
O PROFESSOR CONTRATADO
I
Não é fácil
Ser professor
Contratado,
Aqueke que depende
Das necessidades
Do Ministério
Da Educação Nacional.
II
Eu já não sei
O que devo fazer
Para nãp perecer
Neste país,
Uma vez que já procurei
Tantas vezes
Ser feliz.
III
Meses
E meses,
O professor
Fica preocupado
Com a sua situação
De saltimnbanco,
De nómada
Ao longo
De várias décadas.
IV
Hoje,
Já mais nimguém
Me quer,
Tanto homem,
Como mulher.
V
O meu poder
Já terminou.
Alguém
Já me abandonou
E ao meu encontro,
Mais ninguém
Vem.
Já mais ninguém
Me quer
Ver
Ou ter.
VI
O tempo áureo
Já cessou
E este homem,
Já remédio
Tem;
Já mais alternativa
Tem,
Nem alguma prova
Da idoneidade
Da sua personalidade.
VII
O professor
Contratado,
Está acabado.
Agora só lhe resta
A dor,
Porque nem a cor
Do dinheiro,
Nem tão mísero
Do cêntimo no bolso
Vem ao seu censo.
PV CITY(6ª FEIRA-23H33), 21 DE sETEMBRO DE 2012
MATTOS (NDO)
domingo, 1 de janeiro de 2012
O ANO DE 2012- TANTA COISA/POSTA/NA MESA/!
I
O Ano de 2012!
Na minha casa,
Havia tanta
Coisa
Posta
Na mesa!
II
Tanta
Fartura
Que não alimenta
Muita
Criatura!
III
Ninguém
Vem
Ver
E nos dar prazer
Neste
Banquete
Celeste!
IV
Os filhos
Encontraram
Outros trilhos
E outros brilhos
N,outros cantinhos,
E seguiram
Os seus caminhos!
V
E nós,
Os pais,
Querendo
Te-los
Nos
Nossos colos,
Não podemos,
Pois, procuram
Outros rumos,
Outros afectos
Mais justos,
Mais perfeitos,
Outros sentimentos!
VI
Na mesa,
Estavam:
O yorna,
A namorada Nixinha;
Makú Mané e os seus tres filhos,
Jailson, Helma e Júnior;
Murrido,
Lobo(Braima Cassamá),
Nossas duas filhotas,
A Ruth e a Kelcy;
A minha Mulher Natty
E eu.
VII
Depois das festas,
As nossas pastas,
As nossas carteiras
Ficam todas rotas,
Ficam todas desfeitas,
Autenticas bancarrotas.
VIII
Faltam-nos dinheiro
Para pagar a renda,
Para pagar passes sociais,
Para combustível do carro,
Para pagar as prestações dos bancos,
Para pagar as prestações de TMN/MEO,
para pagar as prestações da máquina de lavar a roupa.
IX
Depois das festas,
Preocupações d,outras metas,
D,outros compromissos,
D,outros objectivos
Que não conseguimos cumprir!
X
O que vale a pena
Viver o hoje
Em grande e grandeza,
Para amanhã
Viver em desgraça
E aflições?
XI
Eis o panorama,
O problema
Que iremos enfrentar
Neste mes de Janeiro,
Viver em apuros!!
XII
O desperdício,
Talvez o vício,
Obriga-me a viver
Em refúgio,
Obriga-me a escrever
E a descrever
A minha tristeza,
A minha desgraça
Do dia
A dia.
XIII
O dia
A dia
Entre a minha mulher
E eu:
O não entendimento,
O não afecto
No casamento,
Estando
Quase
Tudo
A ruir,
A fugir
Com esta crise!!!
PV CITY, CAFÉ DA TIA DEOLINDA(13H30), 01 DE JANEIRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
O Ano de 2012!
Na minha casa,
Havia tanta
Coisa
Posta
Na mesa!
II
Tanta
Fartura
Que não alimenta
Muita
Criatura!
III
Ninguém
Vem
Ver
E nos dar prazer
Neste
Banquete
Celeste!
IV
Os filhos
Encontraram
Outros trilhos
E outros brilhos
N,outros cantinhos,
E seguiram
Os seus caminhos!
V
E nós,
Os pais,
Querendo
Te-los
Nos
Nossos colos,
Não podemos,
Pois, procuram
Outros rumos,
Outros afectos
Mais justos,
Mais perfeitos,
Outros sentimentos!
VI
Na mesa,
Estavam:
O yorna,
A namorada Nixinha;
Makú Mané e os seus tres filhos,
Jailson, Helma e Júnior;
Murrido,
Lobo(Braima Cassamá),
Nossas duas filhotas,
A Ruth e a Kelcy;
A minha Mulher Natty
E eu.
VII
Depois das festas,
As nossas pastas,
As nossas carteiras
Ficam todas rotas,
Ficam todas desfeitas,
Autenticas bancarrotas.
VIII
Faltam-nos dinheiro
Para pagar a renda,
Para pagar passes sociais,
Para combustível do carro,
Para pagar as prestações dos bancos,
Para pagar as prestações de TMN/MEO,
para pagar as prestações da máquina de lavar a roupa.
IX
Depois das festas,
Preocupações d,outras metas,
D,outros compromissos,
D,outros objectivos
Que não conseguimos cumprir!
X
O que vale a pena
Viver o hoje
Em grande e grandeza,
Para amanhã
Viver em desgraça
E aflições?
XI
Eis o panorama,
O problema
Que iremos enfrentar
Neste mes de Janeiro,
Viver em apuros!!
XII
O desperdício,
Talvez o vício,
Obriga-me a viver
Em refúgio,
Obriga-me a escrever
E a descrever
A minha tristeza,
A minha desgraça
Do dia
A dia.
XIII
O dia
A dia
Entre a minha mulher
E eu:
O não entendimento,
O não afecto
No casamento,
Estando
Quase
Tudo
A ruir,
A fugir
Com esta crise!!!
PV CITY, CAFÉ DA TIA DEOLINDA(13H30), 01 DE JANEIRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
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