quarta-feira, 25 de maio de 2011

A criança/ A esperança/que nos lança



I

A criança
É a força
Que nos lança
Para um mundo cheio de esperança,
Pujança
E segurança
Para aquilo que nos atiça.

II

Se ao nosso redor,
Atenuarmos a dor,
Semearmos a flor,
Semeramos a amor,
Teremos o vigor
No nosso futuro,
Isto é, atingiremos o esplendor,
O tesouro
Que todos aspiramos,
Que todos
Ambicionamos!

III

A criança
É uma criatura
Cheia de desenvoltura,
Uma autêntica doçura
Que nos adoça,
Que nos delicia
Pela sua inocência,
Pelo seu ser,
Pelo seu carácter.

IV

Amemo-la,
Porque ela
É bela,
Singela;
Não pode ser algo frívolo
E sem zelo,
Porque é o eixo
E o reflexo
Da sociedade
Que construímos,
A humanidade
Que arquitectámos
Na nossa acção diária;
O protótipo
Do campo
Que construímos.

V

Estimemo-la,
Eduquemo-la,
Protegemo-la
Com carícia
E perícia,
Para que a sociedade
De amanhã
Seja uma sociedade
Justa,
Fraterna,
Solidária,
Igualitária
E humana,
Que cada um de nós, sonha.

ESPAN, 25 DE MAIO DE 2011.

O QUE SE DESTACA/ EM ÁFRICA

I

Oh África!
Por que de boca
Em boca
Alguém te evoca?
Umas vezes
Te elogia,
Outras vezes,
Te provoca!
É a tua magia
Que muitas das vezes,
Pela curiosidade,
Ou pela maldade,
Alguém te disseca
Mesmo que nada dizesses?

II

Eu, o teu filho
Com muito orgulho,
Mesmo sem brilho
Do teu conselho,
Ou de algum velho,
Sinto a tua força
Como a da onça
Apressado pela presa,
Por esta brisa
Que me encobre
Da desgraça
De alguém que muito sofre!
III
Tu, a feiticeira
Que nos salva
Da maldade
Da curandeira
Da selva,
És o tronco
Daquele flanco
Que não deixa o "manjaco"
Em nenhum buraco
Por aqui na terra
Do branco.

IV

Tu,
Hoje,
E eu, bem longe
Dos que me muito me amam,
Dos que muito me estimam,
Daqueles que estão sempre a lisonjear-te,
Queria homenegear-te
Por este dia
De alegria
Construido pelos grandes homens
Daquelas paragens,
Como Amilcar Cabral,
Sékou Turé,
Leopoldo Sedar senghor,
Nasser,
Patrício Lumbumba,
AgostinhO Neto,
Kwame N,krhuma,
Samora Moisés Machel,
Marcelino dos Santos,
E tantos outros valentes
E combatentes
Da liberdade e da independência
Do nosso continente
Que és tu,
Minha África!

V


Àqueles corajosos
Homens anónimos
Que heroicamente
Tombaram
E deram
O seu próprio sangue,
A sua própria vida,
Para que hoje
Em África
Se respire
O ar de liberdade
Em diversos
Pontos
Recônditos
E ermos,
Àqueles que heroicamente
Proporcionaram
Para que,
Tu,
Minha África,
Sejas entregue
Aos seus destimidos
E legítimos
Filhos,
Honrados
Pelos gatilhos
que premiram
Para que,
Mais ninguém Te troque,
Pelo facto de seres muito rica!

VI

A todos
Os teus filhos
Espalhados
Por este mundo
Fora,
Há-de chegar a hora
Do seu regresso
Ao seu berço,
À sua casa,
Sem pressa,
Seja por atalhos!
Pelo que a minha prece
Seja ouvida
Por esta banda,
Neste momento da grande crise,
Pelo Nosso Senhor
Criador.

VII

A África,
Evoca
O regresso
À casa,
À toca,
O nosso
Paraíso!
À "tabanca"


ESPAN, 25 DE MAIO DE 2011.

MATTOS ( NDO )

terça-feira, 24 de maio de 2011

O APEGO/ AO MEU ARQUIPÉLAGO

I

Resista!
Não desapareça
Face às intempéries
Naturais
E das espécies
Nacionais e internacionais.

II

O teu desmaio
No mês de Maio,
Não significa a tua morte
Desta parte,
Mas sim o teu sinal
De vitalidade
Da mortalidade
De todo o mal.

III

No tempo
Colonial,
Eras o campo,
O ninho,
Dos terroristas,
O esconderijo e o caminho
Dos anarquistas.

IV

Hoje,
O tempo urge
Que sejas a ponte,
A fonte
Da paz e da união
Dessa Nação Sem a noção
Da responsabilidade
Da felicidade,
Que era o objectivo
Dos amigos
Do meu povo
E dos Arquipélagos
Dos Bijagós.

V

Oh! Minha Bolama!
Que chama
Pode demolir a alma
Que todos os dias teima
No mesmo tema?!

VI

Destronado
Do seu trono,
O menino
"NDO"
Luta pela sobrevivência
Para encontrar e sentir
A essência
Do seu provir.

VII
A terra
Que me chama,
A minha Quínara,
A minha Bolama,
A minha infância,
A delícia
Do tempo da ignorância,
O tempo da inocência
De toda a involvência
De um ser
Que apenas quer
Viver!

VIII

Oh" Que saudades
Da minha leviandades,
Das minhas brincadeiras
Costumeiras!
Eu era o menino de ouro,
O tesouro
Do daquele touro,
Que em manjaco,
Se diz"upatar"

ESPAM, 24DE maio de 2011.

MATTOS (NDO )