sexta-feira, 23 de novembro de 2012
OBRIGADO SENHOR MEU DEUS!
I
Eram às 11h45 minutos!
Como não quer a coisa,
Passei pelo Banco Espírito Santo
A fim de consultar o saldo
Na conta que dei na Segurança Social!
II
Coloquei o cartão
E digitei o meu pin ou código pessoal!
Por desconfiança, digitei o saldo:
1931,00 Euros!
Cancelei operação
E saí do Banco.
Pelo caminho, não fiquei convencido
E voltei dse novo ao Banco para consultar
O movimento da conta: 1931,00 Euros!
Saí e fui directamente para a loja do Cidadão
Das Laranjeiras a fim de ir prorrogar a declaração
Da minha carta de condução- que pedi em Agosto de 2012.
Dali, depois de resolver o problema, fui ao PINGO DOCE
Comprei salmão,uma merenda e uma água, por 353,00 Euros.
Saí desse PINGO DOCE e Fui para um outro pingo doce,na Portela de Sacavém/Moscavide.
Levantei 10,00 Euros para pagar uma despesa de 7,50, na compra de salmão, Leite(uma embalagem e fiambre para as crianças.
Regressei ao Prior Velho e comprei um frango por 3,50 Euros.
Finalmente, recolhi-me e fui almoçar, que por coincidência, O Helénio , comprou um frango churrasco.
III
Digo muito obrigado meu Deus, pois, foi um alívio, edu poder começar a pagar as minhas imensas dívidas!
Obrigado, obrigado meu Deus! Obrigado, pois já estava a ser humilhado por demais por todos aqueles que me rodeiam, acusando de nada fazer ou contribuir para as despesas de casa, que não faço esforço para nada e mesmo que alguém me queira ajudar( o meu primo Armando Procel) e que é pura mentira, uma invenção dessa pessoa.
Obrigado, obrigado meu Deus, Obrigado meu Senhor!
PV CITY(SEXTA-FEIRA- 19H00), 23 DE NOVEMBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
A ANSIEDADE /DE/ QUEM ESTÁ NA NULIDADE/
I
Viver
A vida
De uma forma parasita,
É ter
Uma senda
Torta
E nada
Em vista
Para viver
Com prazer.
II
É entregar-se
Aos outros
Em todos os aspectos;
É sentir-se
Aos desencontros
De assuntos
Vitais
Entre os animais
Racionais.
III
Levantar-se,
Todos os dias
E nada ter
Para fazer,
Para contribuir
Para o bem dos outros,
É tão doloroso
Como ter
Um único osso
Para roer
E nada para comer.
IV
Sinto-me
Tão pequenino
Como um menino
Acabado de nascer!
Um espécime
A viver
Sem nada valer,
Nem para ele mesmo,
Nem para o seu próximo.
V
A vida
Que estou caminhando
É um embuste
E tão triste
Na medida
Em que estou totalmente derrotado,
Apesar de não estar vencido.
VI
Não pude ajudar
Os meus filhos a crescer
Em termos financeiros
E cada qual se enveredou
Pelo seu caminho!
A mais velha está em Londres
A batalhar
E a trabalhar
Duramente,
A fim de se afirmar
Como pessoa humana;
O mais novo
Está aqui em Portugal,
Em Lisboa
Na vida boa,
A curtir com todas as moças,
A trocá-las como quem troca as camisas;
Nem quer saber da vida;
Apenas vai vivendo o dia-a-dia,
Sem se preocupar com o dia de amanhã!
Tem dinheiro para apanhar táxis para os sítios que vai com as damas.
Donde vem o dinheiro? Não sei? Da discoteca?!
VII
O DIA VINTE E TRÊS ,
Será
Como sempre o fora
Outrora?!
Será
O dia de salvação
Para este infeliz cidadão
Sem um único tostão?
Quando é que a Segurança Social
Se lembrará
De mim?
Estou arrasado,
Estou acabado
E sem dinheiro
Para as minhas filhas
E isso
Há quase quatro meses!
Desde Agosto
Que não pego no dinheiro
Vivo!
PV CITY(6ª FEIRA- 11H20), 23 DE NOVEMBRO DE 2012.
MATTOS(NDO)
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
FILHO DE BOLAMA/NA LAMA/
I
Tomara
Voltar
À minha terra,
Para tornar
A ser feliz!
II
A felicidade
Que escapa
Dia
Após dia,
Pois, vejo
O meu filho
Em cada trilho
Que para mim, é um nojo.
III
Recusou
Estudar,
Recusou
Trabalhar
E só quer
Dormir,
Só quer
curtir
Com todas
As moças,
De todas
As raças.
IV
E eu vou definhando,
Eu vou sofrendo,
Com esta desgraça,
Com as suas acções
E deambulações,
Porque já não dorme
Nem come
Em casa.
V
De vez
Em quando,
Aparece
Com um amigo
Ou com uma amiga!
VI
Eu só quero
Minar,
Eu só quero
Desaparecer,
Para não assistir
A pouca vergonha
Do meu filho,
Eu, filho
De Nhanha,
Com música
Bem alta
Em casa,
Contra
à minha
Própria vontade!
VII
Eu, sem dinheiro,
Sofro
Porque só a mulher
Contribui para o sustento,
Para o pão de cada dia.
VIII
A minha mulher deu-me 40 euros para fazer às compras da casa, sobretudo, para comprar carne no Mercado de Benfica. Onde é que ela conseguiu esse dinheiro?!
Eu não sei, só sei que descobri uma tranasfeência no valor de cem euros provenientes de um senhor chamado José Pedro.
IX
Eu, filho de Bolama,
Estou na lama,
Estou no lodo,
Estou no pântano,
E tudo isso,
Me tira o sono,
Pois, é um fracasso!
X
Agora,
Só conto com o que vem
D,outrem:
Da mulher,
Do Helénio,
(enteado em Bissau)
E do subsídio
Das minhas duas filhas,
No valor de cinquenta e três euros.
XI
Eu já não tenho mais nada!
Eu já não posso contar
Com o vinte e três
De cada mês,
Mas, com o dezasseis
De cada mês,
O subsídio
Das minhas filhas,
Pago pela Segiurança Social.
PV CITRY(5ª FEIRA, 19H30), 15 DE NOVEMBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
Eu, filho de Bolama
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
SUPORTO/TANTO/SOFRIMENTO/NO MEU PEITO/
I
As tempestadaes
Batem "recordes"
Nas suas "promenades"
Em determinadas personalidades
Semi-abandonmadas,
Semi-esquecidas.
II
As lições
Aprendidas
Em instituições
Públicas
Ou privadas,
Foram puras
E meras
"Dicas",
Orientações
Para cada pessoa
Na sua
Caminhada
Da sua vida.
III
Cabe
A cada um,
Pôr na prática
O que sabe,
O que aprendeu;
O dom
Que Deus deu
A cada um
Para fazer face
A cada crise
Que aparece.
IV
Os meus dias
São umas autênticas
Melancolias
Aversas às dicotecas!
PV CITY(5ªFEIRA- 10H02- RESTAURANTE "CRISTAL DO IMPÉRIO"), 15 DE NOVEMBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
terça-feira, 13 de novembro de 2012
REPUDIO/O SUBSÍDIO/ POR SUBSÍDIO/
I
Homem
Activo
Do povo,
Tem
Repúdio
Do subsídio
Por subsídilo.
II
Enquanto
Tiver
Saúde
E força,
Quero valer
O meu conjunto,
O meu colectivo,
O meu povo.
III
O povo
É donde vivo,
Onde sirvo,
Onde levo
A vida
Regrada,
Em cada
Dia
Como tristeza ou alegria.
IV
A vida
Não devia
Ser ingrata,
Madrasta
Para cada
Criatura,
Em cada
Terra!
V
Desempregado,
Ndo
Está quase acabado
Neste mundo
Tão conturbado
E também ignorado.
VI
O desemprego,
É um grande castigo,
Um grande estrago
Para qualquer amigo.
PV. CITY (DO), 11/11/2012.
MATTOS (NDO)
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