O MUNDO NÃO TEVE NEM TERÁ FIIM
DEPOIS DE MIM
I
O ser humano,
O homem,
Só tem o valor
Se tiver o amor
Em relação ao seu próximo.
II
O seu carácter
Mede-se pelas suas acções
Diárias
E pelas alegrias
Que distribui pelos corações,
Para melhor
Consigo, viver.
III
Em cada palavra
Que eu escrevo,
Fá-la com muita honra
Em memória dos que muito devo
Neste mundo,
Sobretudo
Aos meus pais
E também ao meu país.
IV
Nasci
E sorri
Para o mundo
Que me tem acolhido
Como um filho querido;
Pelo que fico muito grato.
Pelo facto.
V
Ninguém
É mais ninguém,
Pois,
Ninguém
Tem
O direito do Amém
Sobre qualquer homem;
Por isso, todos devem
Contribuir para o bem,
Não só dum,
Mas para o bem
Comum.
VI
A misericórdia
Em cada dia
De cada homem,
Não significa a cobardia,
Mas a coragem
E o valor que possui
No seu “ i “(…).
VII
A superioridade
Na humanidade,
É uma questão de individualidade
Da (própria) dignidade
De cada ser
No seu conviver,
Pois, é algo de relatividade
De cada.
VIII
Conforme o meio
E as circunstâncias,
Assim é o benefício,
Assim são as regalias
Que cada sujeito
Tem como proveito,
Se de tudo souber
Tirar o máximo de dividendos
Para os seus fundos.
IX
Os seres humanos passam,
O mundo fica;
Os homens tropeçam,
Mas o mundo não estica;
Permanece no mesmo sítio,
No mesmo pátio.
X
Quero,
Queria
Que as minhas “porcarias”,
Que as minhas “loucuras”
Na utilização
Das letras,
Na composição
Das palavras,
Fossem alegrias
Para todos aqueles que têm um bom “faro”
Para cada livro,
Para cada brochura,
Ou para cada obra.
MERCADO DE ENCARNAÇÃO
SUL (LISBOA), 10 DE MARÇO DE 2007.
MATTOS (NDO)
