quarta-feira, 31 de agosto de 2011
NDO/ NO LODO/ DO MUNDO
I
Enquanto
Viver
como sujeito
Neste Planeta,
É com prazer
Que vivo o que me encanta
Mesmo vivendo
No lodo
Deste mundo.
II
Lamento
O estado
Em que me encontro
Actualmente
Neste Globo.
Mas, antes,prefiro
Assim
Do que noutra parte
Com outra tribo.
III
O suor
Do amor
Dos que me estão ao redor,
Dá-me mais vigor
Para o labor
De cada dia
Com a alegria.
IV
Vou viver
Mesmo na miséria,
Com a alegria
De um ser
Que a Providência
Quis
Que em vivesse
Assim infeliz
Neste país
De crise!!!
PV CITY, 17 DE JULHO DE 2011
MATTOS ( NDO )
HAJA A PAZ/ MEU RAPAZ
I
Se de lá
Houver
A paz,
Me folgo
Em sabê-lo
E fico
Em sossego.
II
Foi um rude
Golpe
Aquele
Que me deste
Há quatro anos.
III
O destino
Não quis
Que o menino
Continuasse
Na nossa companhia.
IV
Oh! Como
É tão
Doloroso
Trazer
A memória
Esse dia
Tão trágico
Para os teus irmãos,
Para mim
E para toda a família
Em geral.
V
Aqui
Estou sentado
Na areia
Da praia
De Carcavelos,
Recordando
Todo
O mal
Que Deus me infligiu,
Todo o mal
Que nos infligiu!
VI
"Coloca",
A alma invoca
O que alguém peca
Nesta toca
Que nos enforca,
Nos mata com a faca
Ou com a bazuca!
VII
Chorei-te
Desesperadamente,
Pois, estavas sendo consciente
Da tua responsabilidade iminente
Perante
Cada parente,
Perto ou distante!
VIII
Meu Deus,
Omnipotente,
Já previamente
Tinha planeado
E traçado
A sua morte!
Eu estava inocente
E impotente
Para fazer fosse
O que fosse
Para que não partisses
E nos abandonasses!
IX
Eu,
Que era todo teu,
Não podia fazer
Nada
Para evitar
A tua partida,
E assim, viver
E nos encantar
Com teu
Sorriso
Bondoso.
X
Eu sei que a morte
Está presente
Em cada instante,
Em toda parte,
Levando o passaporte
A cada transeunte
E ninguém discute
A ordem imanente,
Proveniente
Do Pai Celeste!
XI
"Coloca"
Seguiste
Os passos
Falsos
Da minha saudosa,
Bondosa,
"Este"
E nos deixaste
De rastos,
Com lágrimas
Presentes nos rostos,
Isto é,sem almas!
Oh! Como a sua morte,
A todos, nos choca !
PRAIA DE CARCAVELOS(SEXTA!), 09 DE AGOSTO DE 2011-
MATTOS (NDO)
Se de lá
Houver
A paz,
Me folgo
Em sabê-lo
E fico
Em sossego.
II
Foi um rude
Golpe
Aquele
Que me deste
Há quatro anos.
III
O destino
Não quis
Que o menino
Continuasse
Na nossa companhia.
IV
Oh! Como
É tão
Doloroso
Trazer
A memória
Esse dia
Tão trágico
Para os teus irmãos,
Para mim
E para toda a família
Em geral.
V
Aqui
Estou sentado
Na areia
Da praia
De Carcavelos,
Recordando
Todo
O mal
Que Deus me infligiu,
Todo o mal
Que nos infligiu!
VI
"Coloca",
A alma invoca
O que alguém peca
Nesta toca
Que nos enforca,
Nos mata com a faca
Ou com a bazuca!
VII
Chorei-te
Desesperadamente,
Pois, estavas sendo consciente
Da tua responsabilidade iminente
Perante
Cada parente,
Perto ou distante!
VIII
Meu Deus,
Omnipotente,
Já previamente
Tinha planeado
E traçado
A sua morte!
Eu estava inocente
E impotente
Para fazer fosse
O que fosse
Para que não partisses
E nos abandonasses!
IX
Eu,
Que era todo teu,
Não podia fazer
Nada
Para evitar
A tua partida,
E assim, viver
E nos encantar
Com teu
Sorriso
Bondoso.
X
Eu sei que a morte
Está presente
Em cada instante,
Em toda parte,
Levando o passaporte
A cada transeunte
E ninguém discute
A ordem imanente,
Proveniente
Do Pai Celeste!
XI
"Coloca"
Seguiste
Os passos
Falsos
Da minha saudosa,
Bondosa,
"Este"
E nos deixaste
De rastos,
Com lágrimas
Presentes nos rostos,
Isto é,sem almas!
Oh! Como a sua morte,
A todos, nos choca !
PRAIA DE CARCAVELOS(SEXTA!), 09 DE AGOSTO DE 2011-
MATTOS (NDO)
LIMPO/SEM NENHUM TRAPO/NO CORPO
I
É a contagem
Do tempo
Que dá a roupagem
Nesta passagem
Efémera~
Na terra
Onde cada criatura
Mora.
II
Feio
Como veio
No princípio
De tudo,
Isto é, no início,
Do seu mundo.
III
Cada um de nós
Anda
na sua estrada
Segundo
A que sua foz
O impôs.
IV
Como brilhante,
O seu semblante
Difunde
O que pode
Onde
Reside.
Por concluir)
PV CITY(4ª), 31 DE AGOSTO DE 2011.
MATTOS ( NDO )
É a contagem
Do tempo
Que dá a roupagem
Nesta passagem
Efémera~
Na terra
Onde cada criatura
Mora.
II
Feio
Como veio
No princípio
De tudo,
Isto é, no início,
Do seu mundo.
III
Cada um de nós
Anda
na sua estrada
Segundo
A que sua foz
O impôs.
IV
Como brilhante,
O seu semblante
Difunde
O que pode
Onde
Reside.
Por concluir)
PV CITY(4ª), 31 DE AGOSTO DE 2011.
MATTOS ( NDO )
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
CANTO O MEU DESAENCANTO
I
O mundo
Habitado
Por um ser conturbado
Que vive cada dia sisudo
Canta em cada canto
Para ter o encanto
Do nascimento
Bastante remoto.
II
O som
Do bumbolom,
Emite um recado
Que traz dom
Dum parente,
Dum amigo
Não distante
E logo,
As mulheres
Cingem os seus panos,
Vêm já preparadas
Para os cantos
Funestos
E tristes.
III
No Prior Velho,
Vive um homem
Velho,
Mas ainda novo,
Ainda jovem,
Ainda muito activo,
Com muito vigor
E muito amor
Para irradiar ao seu redor,
Tentando suprimir a dor
E o suor
Dos que labutam com ardor
Como um manjaco.
IV
A dor
Que trago
No meu peito,
No meu âmago,
É transmitida
Pelo aquilo que pinto,
Pelo aquilo que escrevo
Diariamente.
Por concluir
PRIOR VELHO, 04 DE AGOSTO DE 2011.
MATTOS ( NDO )
O mundo
Habitado
Por um ser conturbado
Que vive cada dia sisudo
Canta em cada canto
Para ter o encanto
Do nascimento
Bastante remoto.
II
O som
Do bumbolom,
Emite um recado
Que traz dom
Dum parente,
Dum amigo
Não distante
E logo,
As mulheres
Cingem os seus panos,
Vêm já preparadas
Para os cantos
Funestos
E tristes.
III
No Prior Velho,
Vive um homem
Velho,
Mas ainda novo,
Ainda jovem,
Ainda muito activo,
Com muito vigor
E muito amor
Para irradiar ao seu redor,
Tentando suprimir a dor
E o suor
Dos que labutam com ardor
Como um manjaco.
IV
A dor
Que trago
No meu peito,
No meu âmago,
É transmitida
Pelo aquilo que pinto,
Pelo aquilo que escrevo
Diariamente.
Por concluir
PRIOR VELHO, 04 DE AGOSTO DE 2011.
MATTOS ( NDO )
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
AMOR VERSUS ÓDIO
I
Escondido
Num mundo
Do lodo
Desconhecido,
O sr. Ndo
Trava uma batalha
Bastante dura,
O que lhe tritura
A malha.
II
O Mundo
Que conhecia,
Afastaram-no da sua convivência;
Ignoraram a sua existência,
A sua importância,
Pondo-
-o de lado.
III
Até os próprios familiares,
Afastaram-no dos seus lares,
E assim, perdeu todos os pares,
Porque não tem mais bons ares
Em todos os lugares.
IV
Dias e noites
Tão tristes,
Caminha em partes
Onde é ignorado
Pelos seus semelhantes,
Sobretudo
Pelos seus próprios parentes
Que, no fundo
Do seu coração,
Com chama
Amava e ainda ama.
V
Amava e ama,
Teima
No mesmo amor
E afasta todo o sentimento
De aversão e ódio,
Porque desde o seu nascimento
Foi sempre ensinado a amar,
A não subestimar
Seja quem
For,
Seja mulher, homem,
Ou criança
Na sua morança,
Cada qual a sua sentença.
VI
Ao longo
da vida
Na minha caminhada,
Desde Quínara,
Empada,
Pelundo,
Canchungo,
Bissau,
Bolama,
Catió,
Dakar,
Lisboa,
Évora,
Montemor-O-Novo,
Prior Velho,
Mercês,
Em Sintra,
Alcácer do Sal,
Covilhã,
Aprendi a respeitar
Os sentimentos
De cada um,
A não ferir a susceptibilidade
De cada um
E sempre amar,
Chamar
sempre de perto
Para o meu peito,
Mesmo que o ódio
Seja o lema
De cada um
E suplantá-lo
Pelo carinho,
Afecto,
Substitui-lo
Pelo amor.
VII
É assim
Levo
A vida,
Mesmo sabendo que me odeiam,
Que me detestam,
Que me repugnam
Pelo que sou,
Pela minha humildade,
Pela minha solidariedade,
Pelo meu humanismo.
VIII
A minha sina,
Não sei se é humana
Ou divina
No que a vida me ensina.
No entanto, há sempre algo que emana
Da parte interna
Ou externa
Que diariamente me encarna.
IX
Aqui sentado
Na poltrona,
Vou escrevendo
Tudo
O que me vem à tona
E, duma forma tranquila e serena,
Vou destrinçando
A maldade
Da bondade
Deste mundo.
X
Sem família,
Sem filho,
Sem filha,
Sinto a folia
De continuar a trabalhar,
Seguir no trilho
Da verdade,
Da sinceridade,
Da honestidade,
Da Justiça,
Porque tenho
A esperança
E o sonho
De um mundo melhor,
Com a paz,
Amor
Naquilo que o homem faz.
PRIOR VELHO, 03 DE AGOSTO DE 2011
MATTOS( NDO )
Escondido
Num mundo
Do lodo
Desconhecido,
O sr. Ndo
Trava uma batalha
Bastante dura,
O que lhe tritura
A malha.
II
O Mundo
Que conhecia,
Afastaram-no da sua convivência;
Ignoraram a sua existência,
A sua importância,
Pondo-
-o de lado.
III
Até os próprios familiares,
Afastaram-no dos seus lares,
E assim, perdeu todos os pares,
Porque não tem mais bons ares
Em todos os lugares.
IV
Dias e noites
Tão tristes,
Caminha em partes
Onde é ignorado
Pelos seus semelhantes,
Sobretudo
Pelos seus próprios parentes
Que, no fundo
Do seu coração,
Com chama
Amava e ainda ama.
V
Amava e ama,
Teima
No mesmo amor
E afasta todo o sentimento
De aversão e ódio,
Porque desde o seu nascimento
Foi sempre ensinado a amar,
A não subestimar
Seja quem
For,
Seja mulher, homem,
Ou criança
Na sua morança,
Cada qual a sua sentença.
VI
Ao longo
da vida
Na minha caminhada,
Desde Quínara,
Empada,
Pelundo,
Canchungo,
Bissau,
Bolama,
Catió,
Dakar,
Lisboa,
Évora,
Montemor-O-Novo,
Prior Velho,
Mercês,
Em Sintra,
Alcácer do Sal,
Covilhã,
Aprendi a respeitar
Os sentimentos
De cada um,
A não ferir a susceptibilidade
De cada um
E sempre amar,
Chamar
sempre de perto
Para o meu peito,
Mesmo que o ódio
Seja o lema
De cada um
E suplantá-lo
Pelo carinho,
Afecto,
Substitui-lo
Pelo amor.
VII
É assim
Levo
A vida,
Mesmo sabendo que me odeiam,
Que me detestam,
Que me repugnam
Pelo que sou,
Pela minha humildade,
Pela minha solidariedade,
Pelo meu humanismo.
VIII
A minha sina,
Não sei se é humana
Ou divina
No que a vida me ensina.
No entanto, há sempre algo que emana
Da parte interna
Ou externa
Que diariamente me encarna.
IX
Aqui sentado
Na poltrona,
Vou escrevendo
Tudo
O que me vem à tona
E, duma forma tranquila e serena,
Vou destrinçando
A maldade
Da bondade
Deste mundo.
X
Sem família,
Sem filho,
Sem filha,
Sinto a folia
De continuar a trabalhar,
Seguir no trilho
Da verdade,
Da sinceridade,
Da honestidade,
Da Justiça,
Porque tenho
A esperança
E o sonho
De um mundo melhor,
Com a paz,
Amor
Naquilo que o homem faz.
PRIOR VELHO, 03 DE AGOSTO DE 2011
MATTOS( NDO )
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