segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O DESPERDÍCIO/DO CONTRATADO VITALÍCIO/

I Eis que o meu coração Suporta tanta aflição, Tanta angústia De cada notícia Vinda do Ministério De Educação: A minha não colocação, Com o início De cada ano lectivo! O martírio, O desperdício Do professor Ainda activo Que causa a sua grande dor, Oh,o contratado vitalício! II OH!Quando será o fim Do meu sofrimento Permanente, Eu, o sujeito, Cujo comportamento Reflecte No meu relacionamento Com toda a gente, Com cada semelhante, Porque pretendia, Em cada dia, Cumprir o objectivo pelo que vim?! III Como sarar A ferida Causada Com o virar De cada tempo No espaço Limpo E escasso? IV O educador Com a dor, Como professor Emissor Do valor Que aprendeu De cor, Desde Utiacor Na terra Do Chão Manjaco, Até a linda cidade De Évora, Onde saboreou tudo um pouco Relativo à universalidade Da Humanidade. V O Manjaco Na terra Do Branco, Que,com afinco Procura O pároco O suco Para o sustento, Para o alimento Da sua família, Tanto cá, Como lá, Que está sempre em vigília E sem folia. VI A terra Madrasta Que, em cada dia me afasta, Que já não me aceita, É responsável Pelo que me sinistra Nesta Terra Que já não é arável. VII Eis a lição Da emigração: A frustração De que não Cumpriu a missão Para com a sua população, Nem tão pouco o pão Para a continuação Da sua geração, Da sua espécie Na superfície. VIII No entanto, Eu exorto A todos os que se encontram Na condição idêntica À minha, De não baixarem Os braços E que façam esforços De serem Fortes, Optimistas e confiantes No dia de amanhã. PV CITY(2ª), 24 DE SETEMBRO DE 2012. MATTOS (NDO)

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