EVO
ESCREVER
MAIS?
I
Com
Sentido
De humor
E som
Que tem
Vivido
Como alguém
Neste mundo,
O menino
Ndo,
Mesmo no
Pântano,
Vai
Vivendo,
Lutando
Como pai
Dedicado,
Com marido
Afetuoso
Ainda que com desprezo
Por parte
Da mulher
Que tinha escolhido
Para percorrer
O caminho
Do seu sonho.
II
Vou
Escrever,
Mesmo sem saber
Concretamente
O que devo
Escrever,
Sobre a senda
Atribulada
Da minha vida,
Porque sou
Obrigado
A revelar,
A contar,
A relatar
O que tem
Passado
E a passar
Comigo,
Pelo azar
Em não ter
Podido
Estabelecer
O diálogo
Com alguém,
Falar
Com alguém.
III
Tanta
Coisa
Confusa,
Difusa,
Dispersa
Nesta
Cabeça
Oca,
Tonta
E opaca!
IV
Parece-me
Que estou
A enlouquecer,
A desaparecer
Com tanta
Crise
Que me afeta,
Que me desequilibra,
Que me consome
Dia
Após dia
Nesta
Terra
E, até,
Já não sei,
O que já passei
Presente
E atualmente!
V
Nada
Mais
Me falta
Para a loucura,
De tudo
Que está demais
Nesta vida
Que levo,
Que vivo
Muito preocupado,
Com amargura,
Sem seguro,
Sem dinheiro
Para pagar
A renda
Da casa,
Saldar
A dívida
Da eletricidade,
Da água,
Da Meo!
Que mágoa
E desgraça
Enfrento nesta
Sociedade
E sem qualquer meio
Meu!
VI
Cada
Sorriso
Para o outro,
É feito
Dum modo
Puro,
Mas com muito
Esforço,
Porque estou muito
Abalado,
Física e psicologicamente,
Porque tudo
Está mal;
Nada
Está bem
E normal
Para este
Homem.
VII
Saio
Para o devaneio,
Para o passeio
Dário
Com a cabeça
Em constante
Delírio,
“Presa”
Em parte,
Pela preocupação
E obrigação
De dar
O pão,
Alimentação,
Educação,
Ajudar
E garantir
A habitação
E o provir
Dos meus filhos
Menores,
Que ainda dependem
De mim.
VIII
Saio
Para resolver
Vários problemas
Pendentes,
Mas nada resolvo
Do que devo,
Porque não tenho o esteio,
Não tenho meio,
Porque tudo são traumas,
Enigmas:
Os meus carros Fords:
…
E Fiesta,
Nos mecânicos
Brasileiro
E guineense,
Respetivamente,
…
E Tony;
A água, a luz, os telemóveis, Meo, o problema
da minha saúde, o atestado médico para apresentar na Escola, o problema do meu
filho António, as minhas dívidas, etc, etc,
Nada consigo
Comigo…!
PV CITY( TERÇA –FEIRA, 12H 25
MINUTOS), 29 DE ABRIL DE 2014.
KANKAMBAL – MATTOS (NDO)

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