terça-feira, 24 de maio de 2011

O APEGO/ AO MEU ARQUIPÉLAGO

I

Resista!
Não desapareça
Face às intempéries
Naturais
E das espécies
Nacionais e internacionais.

II

O teu desmaio
No mês de Maio,
Não significa a tua morte
Desta parte,
Mas sim o teu sinal
De vitalidade
Da mortalidade
De todo o mal.

III

No tempo
Colonial,
Eras o campo,
O ninho,
Dos terroristas,
O esconderijo e o caminho
Dos anarquistas.

IV

Hoje,
O tempo urge
Que sejas a ponte,
A fonte
Da paz e da união
Dessa Nação Sem a noção
Da responsabilidade
Da felicidade,
Que era o objectivo
Dos amigos
Do meu povo
E dos Arquipélagos
Dos Bijagós.

V

Oh! Minha Bolama!
Que chama
Pode demolir a alma
Que todos os dias teima
No mesmo tema?!

VI

Destronado
Do seu trono,
O menino
"NDO"
Luta pela sobrevivência
Para encontrar e sentir
A essência
Do seu provir.

VII
A terra
Que me chama,
A minha Quínara,
A minha Bolama,
A minha infância,
A delícia
Do tempo da ignorância,
O tempo da inocência
De toda a involvência
De um ser
Que apenas quer
Viver!

VIII

Oh" Que saudades
Da minha leviandades,
Das minhas brincadeiras
Costumeiras!
Eu era o menino de ouro,
O tesouro
Do daquele touro,
Que em manjaco,
Se diz"upatar"

ESPAM, 24DE maio de 2011.

MATTOS (NDO )

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