I
Oh África!
Por que de boca
Em boca
Alguém te evoca?
Umas vezes
Te elogia,
Outras vezes,
Te provoca!
É a tua magia
Que muitas das vezes,
Pela curiosidade,
Ou pela maldade,
Alguém te disseca
Mesmo que nada dizesses?
II
Eu, o teu filho
Com muito orgulho,
Mesmo sem brilho
Do teu conselho,
Ou de algum velho,
Sinto a tua força
Como a da onça
Apressado pela presa,
Por esta brisa
Que me encobre
Da desgraça
De alguém que muito sofre!
III
Tu, a feiticeira
Que nos salva
Da maldade
Da curandeira
Da selva,
És o tronco
Daquele flanco
Que não deixa o "manjaco"
Em nenhum buraco
Por aqui na terra
Do branco.
IV
Tu,
Hoje,
E eu, bem longe
Dos que me muito me amam,
Dos que muito me estimam,
Daqueles que estão sempre a lisonjear-te,
Queria homenegear-te
Por este dia
De alegria
Construido pelos grandes homens
Daquelas paragens,
Como Amilcar Cabral,
Sékou Turé,
Leopoldo Sedar senghor,
Nasser,
Patrício Lumbumba,
AgostinhO Neto,
Kwame N,krhuma,
Samora Moisés Machel,
Marcelino dos Santos,
E tantos outros valentes
E combatentes
Da liberdade e da independência
Do nosso continente
Que és tu,
Minha África!
V
Àqueles corajosos
Homens anónimos
Que heroicamente
Tombaram
E deram
O seu próprio sangue,
A sua própria vida,
Para que hoje
Em África
Se respire
O ar de liberdade
Em diversos
Pontos
Recônditos
E ermos,
Àqueles que heroicamente
Proporcionaram
Para que,
Tu,
Minha África,
Sejas entregue
Aos seus destimidos
E legítimos
Filhos,
Honrados
Pelos gatilhos
que premiram
Para que,
Mais ninguém Te troque,
Pelo facto de seres muito rica!
VI
A todos
Os teus filhos
Espalhados
Por este mundo
Fora,
Há-de chegar a hora
Do seu regresso
Ao seu berço,
À sua casa,
Sem pressa,
Seja por atalhos!
Pelo que a minha prece
Seja ouvida
Por esta banda,
Neste momento da grande crise,
Pelo Nosso Senhor
Criador.
VII
A África,
Evoca
O regresso
À casa,
À toca,
O nosso
Paraíso!
À "tabanca"
ESPAN, 25 DE MAIO DE 2011.
MATTOS ( NDO )
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