sábado, 20 de outubro de 2012
FILHO, FUJA DAS GENTES PERFIDAS/, FUJA DAS GENTES FERAS/, DAS GENTES PERDIDIDAS/!
I
Não valerá a pena
Tão pelejar
Pelo tanto que desejar,
O que em cada dia alguém/gente te ensina,
Como em cada dia se portar,
Se assim nos ignora e nos abandona,
Mais tarde ou mais cedo
Nesta poltrona
Que nos tem dado!
II
O meu filho
Ignora
Cada palavra,
Cada conselho
E apenas insiste
Na sua mentira,
E cada dia mente
E esquece
O que lhe engrandece,
O que lhe padece.
III
E a vergonha
Mata
Este filho de Nhanha,
De tanta
A sua peta
Junto dos que o ama,
Junto dos que o estima.
IV
As pequeninas,
O que aprenderão
Contigo
Como irmão,
Se se nada as ensinas?
Se nenhum exemplo,
Em cada dia dás?
Se és simplesmente um dolo
Entre as tantas fadas?!
V
Tenho
Muita pena
Da minha sina,
Com a frustração do sonho
Que alimentava desde Quínara
Até a minha querida Évora,
Onde, há 27 anos me formara!
V
Filho,
Sempre me deste muito orgulho,
Desde o dia do teu "fanado"(1),
Até o dia em que foste comando!
Por que agora,
O menino se vira
E tudo deita(s) fora,
O que tanto demonstrara
A gente que tanto te admirara?!
VI
Fuja
Das gentes(pessoas) pérfidas!
Fuja
Das gentes feras!
Fuja
Das gentes iníquas!
Das gentes perdidas!
Te corrija
Das amêndoas(...!) salutíferas!
Te proteja
Das águas
Benignas,
Dadas(abençoadas) pelos mecenas!
VII
O teu pai,
Mais dia,
Menos dia,
Vai,
Cai,
Morre,
Falece,
Desaparece
Por tanto que o desobedece,
Por tanto que o envergonhe,
Por tanto que o desdenhe!
VIII
Já mais nada
Lhe resta,
Senão vocês!
E se agora nada
Te importa,
Mais vale ele partir de vez,
Pedindo imensas
Desculpas,
Aos outros filhos!!!
PV.CITY(SÁBADO,9H36, 20 DE OUTUBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
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