segunda-feira, 22 de outubro de 2012

UM MANJACO/MELANCÓLICO/, SENTADO NUM BANCO/

I Quando os olhos perscrutam Cenas tristes E dolorosas Do dia A dia, O sujeito proprietário, Torna-se solidário. II A solidariedade Pela precaridade Da condição humana, É imperiosa Para cada cidadão Na sua acção Quotidiana. III Distraído, Para não dizer, Absorto Em pensamentos Remotos, O cidadão universal Não foi indeferente Ao que os seus olhos Observam Nas ruas, Onde diariamente Passa. IV Em sacavém, Esse homem Vai e vem Na sua viagem E em cada paragem, Obtém Uma imagem Negativa de quem Nada tem. V Sentado Ou debruçado Num dado Feudo Desconhecido, O transeunte é "bombardeado" Por tudo O que é incómodo, Por tudo O que é horrendo, Vencendo Sempre um corpo debilitado, Um corpo enfraquecido. VI A crise Empurra cada cidadão Para a entorse, Quando nem sequer um grão Lhe aparece À visão, Porque não dorme, Devido a fome. VII No jardim, Sentado num banco, Desprovido quase de nenhum fim, O manjaco Melancólico, Inerte Como um manequim, Sente-se um desnorte, Sente-se impotente No seu semblante. VIII Em quase todas as cidades Do mundo, São patentes as capacidades Dos filhos de Canchungo ou de Pelundo, Demonstrando as suas genialidades O tão profundo, Sobretudo nos seus empenhos e combates Em todas as frentes. IX Às vezes, é preferível Não observar o pormenor Do quão nos apresenta ao redor, Para não se sentir culpável E incapaz Perante o que a visão nos traz Defronte, Em cada instante. PV CITY(2ª- FEIRA, 10H48), 22 DE OUTUBRO DE 2012. MATTOS (NDO)

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